Posologia (resumo)
Geral
Tomar 1 comprimido diariamente, aproximadamente à mesma hora, por 24 dias, seguidos de uma pausa de 4 dias.
Início (sem contraceptivo anterior)
Iniciar o uso no primeiro dia de menstruação, tomando 1 comprimido diariamente, aproximadamente à mesma hora, por 24 dias, seguidos de uma pausa de 4 dias.
Mudança de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo
Iniciar o uso no dia seguinte ao término da cartela anterior, ou no dia seguinte após o intervalo de pausa, ou no dia seguinte após o último comprimido inativo, tomando 1 comprimido diariamente, aproximadamente à mesma hora.
Mudança de minipílula
Iniciar o uso no dia seguinte ao término da minipílula, no mesmo horário, tomando 1 comprimido diariamente e utilizando método contraceptivo de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Mudança de contraceptivo injetável, implante ou SIU
Iniciar o uso na data prevista para a próxima injeção ou no dia de extração do implante ou SIU, tomando 1 comprimido diariamente e utilizando método contraceptivo de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Geral (Início de uso)
Tomar 1 comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, iniciando no primeiro dia de menstruação.
Mudança de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
Tomar 1 comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, iniciando no dia seguinte ao término da cartela do contraceptivo anterior, ou no dia seguinte à ingestão do último comprimido ativo (se houver inativos), ou no máximo até o dia seguinte após o intervalo de pausa.
Mudança da minipílula
Tomar 1 comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, iniciando no dia seguinte ao término da minipílula, utilizando método contraceptivo de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Mudança de contraceptivo injetável, implante ou SIU
Tomar 1 comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, iniciando na data prevista para a próxima injeção ou no dia de extração do implante ou SIU, utilizando método contraceptivo de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Geral (uso contraceptivo)
Tomar 1 comprimido por dia, aproximadamente à mesma hora, por pelo menos 24 dias e no máximo 120 dias, seguido de uma pausa de 4 dias.
Início do uso (sem uso de contraceptivo hormonal no mês anterior)
Iniciar o uso no primeiro dia de menstruação (primeiro dia de sangramento) e seguir o regime de 1 comprimido ao dia.
Mudança de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
Iniciar no dia seguinte após o intervalo de pausa do contraceptivo anterior ou, no caso de comprimidos inativos, no dia seguinte após o último comprimido inativo. Para anel ou adesivo, iniciar após a retirada do último ou no dia previsto para a próxima aplicação.
Mudança da minipílula (progestógeno isolado)
Parar a minipílula e começar a tomar INGRID® Conect no dia seguinte, no mesmo horário. Utilizar método de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Mudança de contraceptivo injetável, implante ou SIU
Iniciar na data prevista para a próxima injeção ou no dia da retirada do implante/SIU. Utilizar método de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Usuárias iniciando o uso (sem contraceptivo hormonal prévio)
Ingerir 1 comprimido diariamente por 24 dias consecutivos, iniciando no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual), seguido de 4 dias de pausa.
Usuárias mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
Iniciar no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo ou no máximo no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos; para anel/adesivo, iniciar no dia da retirada ou no máximo no dia previsto para a próxima aplicação.
Usuárias mudando de método contraceptivo contendo somente progestógeno
Iniciar em qualquer dia (minipílula), no dia da retirada do implante/SIU ou no dia previsto para a próxima injeção, utilizando método de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Usuárias após abortamento de primeiro trimestre
Iniciar o uso imediatamente, sem necessidade de medidas contraceptivas adicionais.
Usuárias após parto ou abortamento de segundo trimestre
Iniciar entre o 21º e o 28º dia após o procedimento; se iniciar após este período, utilizar método de barreira adicional nos 7 dias iniciais.
Esquecimento de comprimido (menos de 24 horas)
Tomar o comprimido esquecido imediatamente e continuar o restante da cartela no horário habitual.
Esquecimento de comprimido (entre o 1º e 7º dia)
Tomar o último comprimido esquecido imediatamente (mesmo que signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos) e utilizar método de barreira durante os 7 dias subsequentes.
Esquecimento de comprimido (entre o 8º e 14º dia)
Tomar o último comprimido esquecido imediatamente (mesmo que signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos); se nos 7 dias precedentes todos os comprimidos foram tomados corretamente, não é necessária medida adicional, caso contrário, usar precauções adicionais por 7 dias.
Esquecimento de comprimido (entre o 15º e 24º dia)
Opção 1: Tomar o último comprimido esquecido imediatamente e iniciar nova cartela assim que acabar a atual (sem pausa). Opção 2: Suspender a cartela atual, fazer pausa de até 4 dias e iniciar nova cartela.
Usuárias com distúrbios gastrintestinais (vômito dentro de 3 a 4 horas)
Seguir o mesmo procedimento de 'Comprimidos esquecidos' ou retirar o(s) comprimido(s) adicional(is) de outra cartela.
Usuárias pediátricas (após menarca)
Ingerir 1 comprimido diariamente por 24 dias consecutivos, seguido de 4 dias de pausa, sem necessidade de ajuste de dose.
Geral
Ingerir 1 comprimido revestido por dia, na ordem indicada na cartela, por 28 dias consecutivos, mantendo aproximadamente o mesmo horário.
Início do uso (sem contraceptivo hormonal no mês anterior)
Iniciar a ingestão do comprimido rosa (ativo) no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).
Mudança de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo
Iniciar preferencialmente no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo do contraceptivo anterior ou no máximo no dia seguinte ao último dia de pausa/comprimidos inativos; para anel/adesivo, iniciar no dia da retirada ou no máximo no dia previsto para a próxima aplicação.
Mudança de método contendo somente progestógeno
Iniciar em qualquer dia (minipílula), no dia da retirada do implante/SIU ou no dia previsto para a próxima injeção; usar método de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Após abortamento de primeiro trimestre
Iniciar o uso imediatamente, sem necessidade de medidas contraceptivas adicionais.
Após parto ou abortamento de segundo trimestre
Iniciar entre o 21º e o 28º dia após o procedimento; se iniciar após este período, usar método de barreira adicional nos 7 dias iniciais.
Esquecimento de comprimido ativo (menos de 24 horas)
Tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual.
Esquecimento de comprimido ativo (Dia 1-7)
Tomar imediatamente o último comprimido esquecido (mesmo que simultâneo), continuar a cartela no horário habitual e usar método de barreira por 7 dias.
Esquecimento de comprimido ativo (Dia 8-14)
Tomar imediatamente o último comprimido esquecido (mesmo que simultâneo) e continuar a cartela no horário habitual; se não houve falha nos 7 dias anteriores, não é necessária proteção adicional, caso contrário, usar método de barreira por 7 dias.
Esquecimento de comprimido ativo (Dia 15-24)
Opção 1: Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, terminar os ativos da cartela, descartar os inativos e iniciar nova cartela. Opção 2: Suspender a cartela atual, fazer pausa de até 4 dias e iniciar nova cartela.
Geral (Uso contínuo)
Ingerir 1 comprimido por dia, aproximadamente no mesmo horário, com um pouco de líquido, de forma contínua por pelo menos 24 dias, podendo realizar uma pausa de 4 dias entre os dias 25 e 120.
Início (Sem uso de contraceptivo hormonal no mês anterior)
Iniciar a ingestão de 1 comprimido por dia no 1º dia do ciclo menstrual natural (1º dia de sangramento menstrual).
Mudança de outro contraceptivo oral combinado (COC)
Iniciar a ingestão de 1 comprimido por dia no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos do COC anterior.
Mudança de anel vaginal ou adesivo transdérmico
Iniciar a ingestão de 1 comprimido por dia após a retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
Mudança de método contendo somente progestógeno (minipílula, injeção, implante ou SIU)
Iniciar a ingestão de 1 comprimido por dia em qualquer dia (minipílula), no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção, utilizando método de barreira adicional nos 7 primeiros dias.
Pós-abortamento (primeiro trimestre)
Iniciar a ingestão de 1 comprimido por dia imediatamente após o abortamento.
Pós-parto ou abortamento (segundo trimestre)
Iniciar a ingestão de 1 comprimido por dia entre o 21º e o 28º dia do pós-parto ou abortamento; se iniciar após este período, usar método de barreira adicional nos primeiros 7 dias.
Resumo da posologia extraído automaticamente por IA da bula oficial registrada na ANVISA, em 16 de jun. de 2026. É um material informativo: consulte a bula completa e siga sempre a orientação do seu médico ou farmacêutico. Não use como única referência de dose.
Bula do medicamento
Informações técnicas (profissionais de saúde)
1. INDICAÇÕES
Contraceptivo oral, com efeitos antimineralocorticoide e antiandrogênico que beneficiam também as mulheres que apresentam retenção de líquido de origem hormonal e seus sintomas. Tratamento de acne vulgaris moderada em mulheres que buscam adicionalmente proteção contraceptiva.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são utilizados para prevenir a gravidez. Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados incorretamente, ou ainda em casos de vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou diarreia intensa, bem como interações medicamentosas.
Estudos Clínicos para Contracepção No estudo preliminar de eficácia contraceptiva de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg de até um ano de duração, foram recrutadas 1.027 pacientes, entre 17 e 36 anos, e 11.480 ciclos de 28 dias de uso foram completados. Destas, 87,8% eram caucasianas, 4,6% hispânicas, 4,3% negras, 1,2% asiáticas e 2,1% outras. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 35 foram excluídas do estudo. A taxa de gestações (índice de Pearl) foi de 1,41% mulheres/ano de uso baseado em 12 gestações que ocorreram após o início do tratamento e dentro dos 14 dias após a última dose de drospirenona + etinilestradiol em mulheres com 35 anos de idade ou menos durante os ciclos nos quais nenhuma outra forma de contracepção foi utilizada.
Estudos Clínicos para Acne Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo, 889 pacientes com idade entre 14 e 45 anos, com acne moderada receberam drospirenona + etinilestradiol ou placebo durante 6 ciclos de 28 dias. Os endpoints primários de eficácia foram a porcentagem de alteração das lesões inflamatórias, das lesões não-inflamatórias, do total de lesões e a porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (ISGA) no 15º dia do 6º ciclo, como apresentado na tabela a seguir:
Estudo 1 Estudo 2
drospirenona + Placebo drospirenona + Placebo
etinilestradiol etinilestradiol
N=228 N=230 N=218 N=213
ISGA Porcentagem de 35 (15%) 10 (4%) 46 (21%) 19 (9%)
Sucesso Lesões Inflamatórias
média basal 33 33 32 32
média absoluta de 15 (48%) 11 (32%) 16 (51%) 11 (34%)
redução (%) Lesões não-inflamatórias
média basal 47 47 44 44
média absoluta de 18 (39%) 10 (18%) 17 (42%) 11 (26%)
redução (%) Total de Lesões
média basal 80 80 76 76
média absoluta de 33 (42%) 21 (25%) 33 (46%) 22 (31%)
redução (%)
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseia-se na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical. Em um estudo de inibição da ovulação de 3 ciclos comparando drospirenona + etinilestradiol com um COC contendo 3 mg de drospirenona+0,020 mg de etinilestradiol em um regime convencional de 21 dias, o regime de 24 dias de drospirenona + etinilestradiol foi associado a maior supressão do desenvolvimento folicular. Após a introdução intencional de erros de dosagem durante o terceiro ciclo de tratamento, uma maior proporção de mulheres no regime de 21 dias apresentou atividade ovariana, incluindo ovulações de escape, em comparação com as mulheres que tomaram drospirenona + etinilestradiol. Estudos de segurança de pós-comercialização (PASS) demonstraram que a frequência de diagnóstico de TEV (Tromboembolismo Venoso) varia entre 7 e 10 por 10.000 mulheres por ano que utilizam COC com baixa dose de estrogênio (< 0,05 mg de etinilestradiol). Dados mais recentes sugerem que a frequência de diagnóstico de TEV é de aproximadamente 4 por 10.000 mulheres por ano em não usuárias de COCs e não grávidas. Essa faixa está entre 20 a 30 por 10.000 mulheres grávidas ou no pós-parto. O risco aumentado de TEV associado ao uso de COC é atribuído ao componente estrogênico. Estudos epidemiológicos que compararam o risco de TEV associado ao uso de etinilestradiol/drospirenona ao risco do uso de COCs contendo levonorgestrel relataram resultados que variam de sem diferença no risco a aumento de três vezes no risco. A maioria dos estudos avaliaram drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,03 mg. Dois estudos pós-aprovação foram concluídos especificamente para etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg. Em um deles, estudo prospectivo de vigilância ativa, verificou-se que a incidência de TEV em mulheres com ou sem outros fatores de risco para TEV, que usaram etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg, está na mesma faixa de usuárias de COCs com o componente levonorgestrel ou de outros COCs (de várias outras marcas). O outro estudo prospectivo e controlado, comparando usuárias de etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg a usuárias de outros COCs, também confirmou incidência similar de TEV entre todas as coortes. Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo sobre eficácia clínica e segurança de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg como terapia para lesões acneicas em mulheres com acne vulgaris moderada, observaram-se efeitos antiacneicos clínica e estatisticamente significativos sobre todas as variáveis primárias de eficácia (lesão inflamatória, lesão não-inflamatória, contagem total de lesões, número e porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (Investigator´s Stated Global Assessment - ISGA), bem como sobre a maioria das variáveis secundárias de eficácia. A drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticoide e antiglicocorticoide. Isto, em conjunto com suas propriedades antimineralocorticoide e antiandrogênica, lhe confere um perfil bioquímico e farmacológico muito similar ao do hormônio natural progesterona.
Farmacocinética
- drospirenona
Absorção A drospirenona é rápida e quase que totalmente absorvida quando administrada por via oral. Os níveis séricos máximos do fármaco, de aproximadamente 35 ng/mL, são alcançados cerca de 1 a 2 horas após a ingestão de dose única. Sua biodisponibilidade está compreendida entre 76 e 85%. A ingestão de alimentos não influenciou na biodisponibilidade da drospirenona quando comparada com a ingestão do fármaco com estômago vazio.
Distribuição Após administração oral, os níveis séricos de drospirenona diminuem em duas fases que são caracterizadas por tempos de meias-vidas de 1,6 ± 0,7 horas e 27,0 ± 7,5 horas, respectivamente. A drospirenona liga-se à albumina sérica e não à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) ou à globulina transportadora de corticosteroides (CBG). Somente 3 a 5% das concentrações séricas totais do fármaco estão presentes na forma de esteroides livres. O aumento da SHBG induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação da drospirenona às proteínas séricas. A média do volume aparente de distribuição da drospirenona é de 3,7 ± 1,2 L/kg.
Metabolismo A drospirenona é extensivamente metabolizada após administração oral. No plasma, seus principais metabólitos são a forma ácida da drospirenona, formada pela abertura do anel de lactona, e o 4,5-di-hidro-drospirenona-3-sulfato, formado pela redução e subsequente sulfatação. A drospirenona está também sujeita ao metabolismo oxidativo catalisado pelo CYP 3A4.
Eliminação A taxa de depuração metabólica da drospirenona no soro é de 1,5 0,2 mL/min/kg. A drospirenona é excretada somente em pequenas quantidades na forma inalterada. Seus metabólitos são eliminados com as fezes e urina na proporção de aproximadamente 1,2 a 1,4. A meia-vida de eliminação dos metabólitos pela urina e fezes é de cerca de 40 horas.
Condições no estado de equilíbrio Durante um ciclo de tratamento, a concentração sérica máxima da drospirenona no estado de equilíbrio de cerca de 60 ng/mL é alcançada após aproximadamente 7 a 14 dias de uso. Como consequência da razão entre o tempo de meia-vida terminal e o intervalo de dose, os níveis séricos de drospirenona acumulam-se em um fator de aproximadamente 2 a 3. Acúmulos adicionais nos níveis de drospirenona foram observados entre os ciclos 1 e 6 e, posteriormente, não foram mais observados.
Populações especiais
- Efeito na disfunção renal: os níveis séricos da drospirenona no estado de equilíbrio, em mulheres com
alteração renal leve (depuração de creatinina CLcr, 50 a 80 mL/min), foram comparáveis aos níveis em mulheres com função renal normal (CLcr, > 80 mL/min). Os níveis séricos da drospirenona foram em média 37% mais elevados em mulheres com alteração renal moderada (CLcr, 30 a 50 mL/min) comparado aos níveis em mulheres com função renal normal. O uso de drospirenona foi bem tolerado em todos os grupos e não mostrou qualquer efeito clinicamente significativo na concentração sérica de potássio.
- Efeito na disfunção hepática: em mulheres com alteração hepática moderada, (Child-Pugh B) os perfis de
tempo/concentração sérica média da drospirenona foram comparáveis aqueles em mulheres com função hepática normal, durante as fases de absorção/distribuição, com valores similares de Cmáx. A meia-vida terminal média da drospirenona foi 1,8 vezes maior nas voluntárias com alteração hepática moderada do que nas voluntárias com função hepática normal. Uma diminuição de aproximadamente 50% na depuração oral aparente (CL/f) foi verificada nas voluntárias com alteração hepática moderada quando comparada àquelas com função hepática normal. A diminuição observada na depuração da drospirenona em voluntárias com alteração hepática moderada, comparada às voluntárias normais, não se traduziu em qualquer diferença aparente nas concentrações séricas de potássio entre os dois grupos de voluntárias. Mesmo na presença de diabetes e tratamento concomitante com espironolactona (dois fatores que podem predispor uma usuária à hipercalemia), não foi observado aumento nas concentrações séricas de potássio, acima do limite superior da variação normal. Pode-se concluir que a drospirenona é bem tolerada em pacientes com alteração hepática leve ou moderada (Child-Pugh B).
- Grupos étnicos: o impacto de fatores étnicos na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol foi
avaliado após administração de doses orais únicas e repetidas a mulheres jovens e saudáveis, caucasianas e japonesas. Os resultados mostraram que as diferenças étnicas entre mulheres japonesas e caucasianas não tiveram influência clinicamente relevante na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol.
- etinilestradiol
Absorção O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Picos de concentração sérica de aproximadamente 33 pg/mL são alcançados em 1 a 2 horas após administração oral única. A biodisponibilidade absoluta, como resultado da conjugação pré-sistêmica e metabolismo de primeira passagem, é de aproximadamente 60%. A ingestão concomitante de alimentos reduziu a biodisponibilidade do etinilestradiol em cerca de 25% dos indivíduos estudados, enquanto nenhuma alteração foi observada nos
outros indivíduos.
Distribuição Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases; a fase de disposição terminal é caracterizada por um tempo de meia-vida de aproximadamente 24 horas. O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente 98,5%) e induz um aumento das concentrações séricas de SHBG. Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca de 5 L/kg.
Metabolismo O etinilestradiol está sujeito a um significativo metabolismo de primeira passagem no intestino e no fígado. O etinilestradiol e seus metabólitos oxidativos são conjugados primariamente com glicuronídeos ou sulfato. A taxa de depuração metabólica do etinilestradiol é de cerca de 5 mL/min/kg.
Eliminação O etinilestradiol não é significativamente eliminado na forma inalterada. Os metabólitos do etinilestradiol são eliminados na urina e bile na razão de 4:6. O tempo de meia-vida de eliminação do metabólito é de aproximadamente um dia.
Condições no estado de equilíbrio As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de utilização e os níveis séricos de etinilestradiol acumulam-se por um fator de cerca de 1,4 a 2,1.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença das condições listadas abaixo. Se qualquer uma destas condições ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente.
- presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos como, por exemplo,
trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio; ou de acidente vascular cerebral;
- presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (p. ex.: episódio isquêmico
transitório, angina pectoris);
-
um alto risco de trombose arterial ou venosa (vide “Advertências e Precauções”);
-
hipertensão não controlada;
-
história de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
-
diabetes mellitus com alterações vasculares;
-
doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal;
-
insuficiência adrenal;
-
hipercoagulopatia herdada ou adquirida;
-
insuficiência renal grave ou insuficiência renal aguda;
-
uso de medicamentos antivirais de ação direta contendo ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e
combinaçõesdestes medicamentos (vide “Interações Medicamentosas”);
-
presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
-
diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteroides sexuais (p. ex., dos órgãos genitais ou das
mamas);
-
sangramento vaginal não diagnosticado;
-
suspeita ou diagnóstico de gravidez;
-
hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes do produto.
Categoria X – Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada usuária individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a usuária deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do produto deve ficar a critério médico.
Distúrbios circulatórios Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso (TEV) é mais elevado durante o primeiro ano de uso do contraceptivo hormonal. Este risco aumentado está presente após iniciar pela primeira vez o uso de COC ou ao reiniciar o uso (após um intervalo de 4 semanas ou mais sem uso de pílula) do mesmo COC ou de outro COC. Dados de um grande estudo coorte, prospectivo, de 3 braços sugerem que este risco aumentado está presente principalmente durante os 3 primeiros meses. O risco geral de TEV em usuárias de COCs contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é duas a três vezes maior que em não usuárias de COCs que não estejam grávidas e continua a ser menor do que o risco associado à gravidez e ao parto. O TEV pode provocar risco para a vida da usuária ou pode ser fatal (em 1 a 2% dos casos). O tromboembolismo venoso (TEV) se manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar, e pode ocorrer durante o uso de qualquer COC. Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sanguíneos como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em usuárias de COCs. Sintomas de trombose venosa profunda (TVP) podem incluir: inchaço unilateral em membro inferior ou ao longo da veia da perna, dor ou sensibilidade na perna que pode ser sentida apenas quando se está em pé ou andando, calor aumentado na perna afetada, descoloração ou hiperemiada pele da perna.
Sintomas de embolia pulmonar (EP) podem incluir: início súbito inexplicável de dispneia ou taquipneia; tosse de início abrupto que pode levar a hemoptise; angina aguda que pode aumentar com a respiração profunda; ansiedade; tontura severa ou vertigem; batimento cardíaco rápido ou irregular. Alguns destes sintomas (p.ex., dispneia, tosse) não são específicos e podem ser erroneamente interpretados como eventos mais comuns ou menos graves (p.ex., infecções do trato respiratório).
Um evento tromboembólico arterial pode incluir acidente vascular cerebral, oclusão vascular ou infarto do miocárdio (IM). Sintomas de um acidente vascular cerebral podem incluir: diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma súbita a face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; confusão súbita, dificuldade para falar ou compreender; dificuldade repentina para enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação, cefaleia repentina, intensa ou prolongada, sem causa conhecida, perda de consciência ou desmaio, com ou sem convulsão. Outros sinais de oclusão vascular podem incluir: dor súbita, inchaço e cianose de uma extremidade, abdome agudo.
Sintomas de IM podem incluir: dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou estufamento no peito, braço ou abaixo do esterno; desconforto que se irradia para as costas, mandíbula, garganta, braços, estômago; sensação de saciedade, indigestão ou asfixia; sudorese, náuseas, vômitos ou tontura; fraqueza extrema, ansiedade ou dispneia, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
Eventos tromboembólicos arteriais podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que possuem uma combinação de fatores de risco ou apresentem um fator de risco individual mais grave. Este risco aumentado pode ser maior que um simples risco cumulativo de fatores. Um COC não deve ser prescrito em caso de uma avaliação risco-benefício negativa (vide “Contraindicações”).
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral, aumenta com:
-
idade;
-
obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 Kg/m2);
-
história familiar positiva (isto é, tromboembolismo venoso ou arterial detectado em um(a) irmão(ã) ou em
um dos progenitores em idade relativamente jovem). Se há suspeita ou conhecimento de predisposição hereditária, a usuária deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer COC;
- imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores
ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em casos de cirurgia programada com pelo menos 4 semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até duas semanas após o total restabelecimento;
- tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior,
especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos);
-
dislipoproteinemia;
-
hipertensão;
-
enxaqueca;
-
valvopatia;
-
fibrilação atrial.
Fumar aumenta o risco deste medicamento causar problemas no coração e vasos sanguíneos. Não prescreva este medicamento para mulheres com histórico de tromboembolismo venoso associado à gravidez ou ao uso de estrogênios exógenos, ou mesmo de causa desconhecida.
Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso. Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério (para informações sobre gravidez e lactação, vide “Gravidez e Lactação”). Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são: diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme. Um aumento da frequência ou da intensidade de enxaqueca durante o uso de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular cerebral. Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico). Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol). Em caso de suspeita ou confirmação de TEV ou ATE, o uso de COCs deve ser descontinuado. Em caso de início de terapia anticogulante, método contraceptivo alternativo adequado deve ser iniciado, em função do efeito teratogênico das cumarinas anticogulantes.
Tumores O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (Papiloma Vírus Humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo a controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos fatores confundidores (viéses), por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece gradualmente nos 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias de que já utilizaram alguma vez os COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da usuária. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal. Tumores malignos podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
Outras condições A capacidade de excretar potássio pode estar limitada em usuárias com insuficiência renal. Em um estudo clínico, a ingestão de drospirenona não apresentou efeito sobre a concentração sérica de potássio em usuárias com insuficiência renal leve ou moderada. Pode existir risco teórico de hipercalemia apenas em usuárias com insuficiência renal, cujo nível de potássio sérico, antes do início do uso do COC, encontre-se no limite superior da normalidade e que adicionalmente estejam utilizando medicamentos poupadores de potássio. Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar, podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite durante o uso de COCs. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da
pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância clínica são raros. O efeito antimineralocorticoide da drospirenona pode neutralizar o aumento da pressão arterial induzido pelo etinilestradiol, observado em mulheres normotensas que utilizam outros COCs. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente significativa, durante o uso de COC, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva. Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lúpus eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coreia de Sydenham; herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteroides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs. Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter monitoramento cuidadoso enquanto estas usuárias estiverem utilizando COCs. O uso de COCs foi associado à doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando COCs. Estudos sugerem um pequeno aumento do risco relativo de desenvolver doenças da vesícula biliar entre usuárias de COCs. Mulheres com histórico de depressão devem ser cuidadosamente observadas e o uso de NIKI® (drospirenona + etinilestradiol) deve ser interrompido se a depressão recidivar em um grau sério.
Dados de segurança pré-clínica Em um estudo de 24 meses sobre carcinogenicidade oral em camundongos, que receberam 10 mg/kg/dia de drospirenona isoladamente ou 1 + 0,01, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol, correspondendo a 0,1 a 2 vezes a exposição (AUC de drospirenona) de mulheres que tomam uma dose contraceptiva, houve um aumento de carcinomas na glândula harderiana no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona isoladamente. Em um estudo semelhante em ratos, que receberam 10 mg/kg/dia de drospirenona isoladamente ou 0,3 + 0,003, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol, correspondendo a 0,8 a 10 vezes a exposição de mulheres que tomam uma dose contraceptiva, houve um aumento da incidência de feocromocitomas benignos e totais (benignos e malignos) na glândula adrenal no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona. Há amplo consenso científico de que os hormônios esteroides podem estimular o crescimento de certos tecidos e tumores dependentes de hormônios e, por isso, apresentam um risco carcinogênico.
Consultas/exames médicos Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contraindicações (p.ex., um episódio isquêmico transitório, etc.) ou fatores de risco (p.ex., história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A frequência e a natureza destas avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
Informe ao paciente que este medicamento não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, recomendando o uso de preservativo sempre que for necessário
Redução da eficácia A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada dos comprimidos (vide subitem “Comprimidos esquecidos”), distúrbios gastrintestinais (vide subitem “Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais”) ou tratamento concomitante com outros medicamentos (vide “Posologia e Modo de Usar” e “Interações Medicamentosas”).
Redução do controle de ciclo Como ocorre com todos os COCs, pode surgir sangramento irregular (gotejamento ou sangramento de
escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um período de adaptação de cerca de três ciclos. Se o sangramento irregular persistir ou ocorrer após ciclos anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem. É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no item “Posologia e Modo de Usar”, é pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.
Gravidez e Lactação Gravidez INGRID® é contraindicada durante a gravidez. Caso a usuária engravide durante o uso de INGRID®, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham utilizado COCs antes da gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação. Os dados disponíveis sobre o uso de INGRID® durante a gravidez são muito limitados para extrair conclusões sobre efeitos negativos do produto na gravidez, saúde do feto ou do neonato. Ainda não existem dados epidemiológicos relevantes.
- Lactação
Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido completamente a amamentação do seu filho. Pequenas quantidades dos esteroides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas com o leite materno.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não foram observados efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de COCs.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido. Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Efeitos de outros medicamentos sobre INGRID® As interações medicamentosas podem ocorrer com fármacos indutores das enzimas microssomais, o que pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais e pode produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral. A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento. Geralmente, a indução enzimática máxima é verificada dentro de poucas semanas. Após a interrupção da administração do medicamento, a indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas. Usuárias sob tratamento com qualquer uma destas substâncias devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. O método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final da cartela do COC, a usuária deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela em uso, sem proceder ao intervalo de pausa habitual.
Substâncias que aumentam a depuração dos COCs (eficácia dos COCs diminuída por indução enzimática), por exemplo: fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também, possivelmente, oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva-de-São João.
Substâncias com efeito variável na depuração dos COCs, por exemplo: Quando coadministrados com COCs, muitos inibidores das HIV/HCV proteases e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas de
estrogênios ou progestógenos. Essas alterações podem ser clinicamente relevantes em alguns casos.
Substâncias que diminuem a depuração dos COCs (inibidores enzimáticos):
Inibidores potentes e moderados do CYP3A4 tais como antifúngicos azólicos (como por exemplo, itraconazol, voriconazol, fluconazol), verapamil, antibióticos macrolídeos (como por exemplo, claritromicina, eritromicina), diltiazem e suco de toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações plasmáticas de estrogênio ou progestógeno ou de ambos.
Em um estudo de múltiplas doses com uma combinação de drospirenona (3 mg/dia)/etinilestradiol (0,02 mg/dia), coadministrada com cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, por 10 dias, resultou em um aumento da ASC (0-24h) de 2,68 vezes (90% IC: 2,44-2,95) para drospirenona e 1,40 vezes (90% IC: 1,31-1,49) para o etinilestradiol.
Doses de 60 a 120 mg/dia de etoricoxibe têm demonstrado aumento na concentração do plasma do etinilestradiol de 1,4 a 1,6 vezes, respectivamente, quando administradas concomitantemente com um contraceptivo hormonal combinado contendo 0,035 mg de etinilestradiol.
Efeitos dos COCs sobre outros medicamentos:
COCs podem interferir no metabolismo de outros fármacos; consequentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar (p.ex, ciclosporina) ou diminuir (p.ex., lamotrigina). A drospirenona, in vitro, é capaz de inibir fraca a moderadamente enzimas do citocromo P450, CYP1A1, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4. Observou-se em estudos de interações in vivo, em voluntárias que utilizavam omeprazol, sinvastatina ou midazolam como substratos marcadores, que é pouco provável uma interação clinicamente relevante da drospirenona, em doses de 3 mg, com o metabolismo de outros fármacos mediados pelo citocromo P450. O etinilestradiol, in vitro, é um inibidor reversível do CYP2C19, CYP1A1 e CYP1A2, bem como um inibidor, baseado no mecanismo, do CYP3A4/5, CYP2C8 e CYP2J2. Em estudos clínicos, a administração de contraceptivos hormonais contendo etinilestradiol não levou a qualquer aumento ou somente um discreto aumento das concentrações plasmáticas dos substratos do CYP3A4 (por exemplo, midazolam) enquanto que as concentrações plasmáticas dos substratos do CYP1A2 podem aumentar discretamente (por exemplo, teofilina) ou moderadamente (por exemplo, melatonina e tizanidina).
Interações farmacodinâmicas A coadministração de medicamentos contendo etinilestradiol com medicamentos antivirais de ação direta, como ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e combinações destes medicamentos, tem demonstrado aumento dos níveis de ALT maiores que 20 vezes o limite superior, considerado normal para mulheres saudáveis e mulheres infectadas por HCV (vide “Contraindicações”).
Outras Interações
Potássio sérico:
Existe um potencial teórico para aumento no potássio sérico em usuárias de INGRID® que estejam tomando outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos de potássio. Tais medicamentos incluem antagonistas do receptor de angiotensina II, diuréticos poupadores de potássio e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos avaliando a interação da drospirenona (combinada com estradiol) com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, nenhuma diferença clínica ou estatisticamente significativa nas concentrações séricas de potássio foi observada.
7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da luz e umidade. O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Comprimido revestido cor rosa, circular e biconvexo.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
Como usar INGRID® Uso oral Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos na ordem indicada na cartela, por 24 dias consecutivos, mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada após um intervalo de pausa de 4 dias sem a ingestão de comprimidos, durante o qual deve ocorrer sangramento por privação hormonal (geralmente, em 2-3 dias após a ingestão do último comprimido). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de uma nova cartela.
Início do uso de INGRID®
- Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior ao uso de INGRID®
No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).
- Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
(contraceptivo) para INGRID® Se a paciente estiver mudando de um outro COC, deve começar preferencialmente no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo (contendo hormônio) do contraceptivo usado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos (sem hormônio). Se a usuária estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
- Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção,
implante ou Sistema Intrauterino com liberação de progestógeno) Se a paciente estiver mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino (SIU) com liberação de progestógeno), poderá iniciar o COC em qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção. Nestes casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros dias de ingestão.
- Após abortamento de primeiro trimestre
Após abortamento de primeiro trimestre, pode-se iniciar o uso de INGRID® imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.
- Após parto ou abortamento de segundo trimestre
Após parto ou abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar o COC no período entre o 21º e o 28º dia após o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve se certificar de que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação. Para amamentação, vide “Gravidez e Lactação” no item “Advertências e Precauções”.
Comprimidos esquecidos Se houver transcorrido menos de 24 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual. Se houver transcorrido mais de 24 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva pode estar reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1) a ingestão dos comprimidos nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias; 2) são necessários 7 dias de ingestão contínua dos comprimidos para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo- hipófise- ovário. Consequentemente, na prática diária, pode-se usar a seguinte orientação:
- Dia 1-7
Se o esquecimento ocorreu entre o 1° e 7° dia, a usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método de barreira (p.ex., preservativo) durante os 7 dias subsequentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez. Quanto mais comprimidos forem esquecidos e mais perto estiver do intervalo normal sem tomada de comprimidos (pausa), maior será o risco de gravidez.
- Dia 8-14
Se o esquecimento ocorreu entre o 8° e 14° dia, a usuária deve tomar imediatamente o último comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e deve continuar tomando o
restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido tiver sido esquecido, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais por 7 dias.
- Dia 15-24
Se o esquecimento ocorreu entre o 15° e 24° dia, o risco de redução da eficácia é iminente pela proximidade do intervalo sem ingestão de comprimidos (pausa). No entanto, ainda se pode evitar a redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se, nos 7 dias anteriores ao primeiro comprimido esquecido, a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar métodos contraceptivos adicionais. Se não for este o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais durante os 7 dias seguintes.
- Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e continuar tomando os comprimidos seguintes no horário habitual. A nova cartela deve ser iniciada assim que acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual entre elas. É pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape. 2) Suspender a ingestão dos comprimidos da cartela atual, fazer um intervalo de pausa de até 4 dias sem ingestão de comprimidos (incluindo os dias em que esqueceu de tomá-los) e, a seguir, iniciar uma nova cartela. Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem ingestão de comprimido (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.
Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas. Se ocorrer vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido, deve-se seguir o mesmo procedimento usado no item “Comprimidos esquecidos”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar o(s) comprimido(s) adicional (is) de outra cartela.
Informações adicionais para populações especiais
- Usuárias pediátricas
INGRID® é indicada apenas para uso após a menarca. Não há dados que sugerem a necessidade de ajuste de dose.
- Pacientes idosas
Não aplicável. INGRID® não é indicada para uso após a menopausa.
- Pacientes com insuficiência hepática
INGRID® é contraindicada em mulheres com doença hepática grave. Vide “Contraindicações” e “Características Farmacológicas”.
- Pacientes com insuficiência renal
INGRID® é contraindicada em mulheres com insuficiência renal grave ou com insuficiência renal aguda. Vide “Contraindicações” e “Características Farmacológicas”. Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
9. REAÇÕES ADVERSAS
Resumo do perfil de segurança:
As reações adversas relatadas mais frequentemente com INGRID® quando usado como contraceptivo oral ou no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que buscam proteção contraceptiva são náuseas, dor nas mamas, sangramento uterino inesperado e sangramento não específico do trato genital. Estas reações ocorrem em 3% ou mais das usuárias. As reações adversas graves são tromboembolismo venoso e arterial.
Resumo tabulado das reações adversas:
A frequência das reações adversas relatadas nos estudos clínicos com medicamentos contendo etinilestradiol 0,02 mg e drospirenona 3 mg ou etinilestradiol 0,02 mg, drospirenona 3 mg e levomefolato de cálcio 0,451 mg quando usados como contraceptivos orais e medicamentos contendo etinilestradiol 0,02 mg e drospirenona 3 mg no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que buscam adicionalmente proteção contraceptiva (N=3.565) está resumida na tabela abaixo.
As reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade, de acordo com cada grupo de frequência. As frequências são definidas como comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100) e rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000). Reações adversas adicionais identificadas somente após a comercialização, e para as quais, portanto não se pode estimar uma frequência, estão descritas na coluna frequência desconhecida:
Classificação por Comum Incomum Rara Frequência
sistema corpóreo desconhecida (MedDRA versão 12.1)
Distúrbios Instabilidade emocional, Diminuição e
psiquiátricos depressão/estados perda da libido
depressivos
Distúrbios no Enxaqueca
sistema nervoso Distúrbios Eventos vasculares tromboembólicos arteriais e venosos* Distúrbios Náuseas gastrintestinais Distúrbios Eritema cutâneos e nos multiforme tecidos subcutâneos Distúrbios no Dor nas mamas, sistema sangramento uterino reprodutivo e nas inesperado, sangramento mamas não específico do trato genital
As reações adversas provenientes de estudos clínicos foram descritas utilizando termo MedDRA (em estudos clínicos são codificadas usando dicionário MedDRA) (versão 12.1). Diferentes termos MedDRA que representam o mesmo fenômeno foram agrupados como uma única reação adversa para evitar diluir ou ocultar o verdadeiro efeito*.
*- frequência estimada, a partir de estudos epidemiológicos envolvendo um grupo de usuárias de contraceptivo oral combinado. A frequência foi limítrofe a muito rara.
- “Eventos tromboembólicos arteriais e venosos” resumem as seguintes entidades médicas: oclusão venosa
periférica profunda, trombose e embolia pulmonar vascular oclusiva, trombose, embolia e infarto do miocárdio, infarto cerebral e acidente vascular cerebral não especificado como hemorrágico.
Para os eventos tromboembólicos arteriais e venosos e enxaqueca, vide “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”.
Descrição das reações adversas selecionadas:
As reações adversas com frequência muito baixa ou com início tardio dos sintomas relatadas no grupo de usuárias de contraceptivo oral combinado estão listadas abaixo, vide também “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”.
Tumores:
- A frequência de diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em usuárias de CO. Como o câncer
de mama é raro em mulheres abaixo de 40 anos o aumento do risco é pequeno em relação ao risco geral de câncer de mama. A causalidade com uso de COC é desconhecida.
- Tumores hepáticos (benigno e maligno)
Outras condições:
-
eritema nodoso;
-
mulheres com hipertrigliceridemia (aumento do risco de pancreatite em usuárias de COCs);
-
hipertensão;
-
ocorrência ou piora de condições para as quais a associação com o uso de COC não é conclusiva: icterícia
e/ou prurido relacionado à colestase; formação de cálculos biliares, porfiria, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, Coreia de Sydenham, herpes gestacional, otosclerose – relacionada à perda de
audição;
- em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar sintomas de
angioedema;
-
distúrbios das funções hepáticas;
-
alterações na tolerância à glicose ou efeitos sobre a resistência periférica a insulina;
-
doença de Crohn, colite ulcerativa;
-
cloasma;
-
hipersensibilidade (incluindo sintomas como rash, urticária).
Interações Sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral podem ser resultado de interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos (indutores enzimáticos), vide “Interações Medicamentosas”. Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
10. SUPERDOSE
Não existe ainda experiência clínica de superdose com INGRID®. Baseando-se na experiência geral com contraceptivos orais combinados, os sintomas que podem ocorrer no caso de superdose são: náuseas, vômitos e sangramento por privação, que pode ocorrer até em meninas antes da menarca, se elas ingerirem acidentalmente o medicamento. Não existe antídoto e o tratamento deve ser sintomático. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Identificação do medicamento
I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
INGRID® drospirenona + etinilestradiol
MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA.
APRESENTAÇÕES
Comprimido revestido de 3 mg de drospirenona + 0,02 mg de etinilestradiol. Embalagem contendo 24 ou 72 unidades.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
drospirenona............................................................................................................................. ................3 mg etinilestradiol ............................................................................. ...........................................................0,02 mg excipiente* q.s.p ...................................................................................................................................1 com rev
- amido, croscarmelose sódica, lactose monoidratada, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol,
dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.
Dizeres legais
III - DIZERES LEGAIS
Registro:1.0235.1109
Registrado por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria brasileira
Produzidopor: EMS S/A Lot. Polo de Desenvolvimento Juscelino Kubitschek, S/N Trecho 05, Conj. 06, Lote 06 07 08 e 09
CEP: 72549-550
Bairro Santa Maria Brasília/DF
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SAC 0800 019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 11/03/2026.
bula-prof-240049-EMS-v3
Histórico de alteração da bula
Histórico de alteração para a bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do Nº. Assunto Data do Nº. expediente Assunto Data da Itens de bula Versões Apresentações
expediente expediente expediente aprovação (VP/VPS) relacionadas
Submissão eletrônica apenas
(10459) – GENÉRICO para disponibilização do texto Comprimidos revestido de
14/01/2016 1161985166 – de bula no 3mg + 0,02mg: embalagens
Inclusão Inicial de NA NA NA NA bulário eletrônico da VP/VPS com 24 e 72 comprimidos
Texto de Bula ANVISA. revestidos.
10450-SIMILAR Comprimidos revestido de
– Notificação de Erro ao protocolar o 3mg + 0,02mg: embalagens
14/01/2016 1163161/16-9 Alteração de Texto de NA NA assunto NA NA VP/VPS com 24 e 72 comprimidos
Bula – (genérico) revestidos.
RDC 60/12
- Quando não devo usar este
medicamento?
- O que devo saber antes de
usar este medicamento?
- O que fazer se alguém
10450-SIMILAR usar uma quantidade maior do VP VPS Embalagem contendo 24 ou
24/10/2017 2138398/17-7 – Notificação de que a indicada deste 72 comprimidos revestidos.
Alteração de Texto de NA NA NA NA medicamento?
Bula – RDC 60/12 - Características Farmacológicas
-
Advertências e Precauções
-
Superdose
10507 - SIMILAR -
Modificação Pós-Registro – CLONE /
10450-SIMILAR 11021
03/05/2019 0397636/19-0 – Notificação de 27/03/19 0273915/19-1 - RDC 73/2016 - 27/03/19 Dizeres Legais VP/VPS Embalagem contendo 24 ou
Alteração de Texto de SIMILAR - 72 comprimidos revestidos
Bula – RDC 60/12 Substituição de local de fabricação de medicamento de liberação convencional
10450-SIMILAR
– Notificação de Embalagem contendo 24 ou
06/05/2021 1744102/21-1 - - - - 9. REAÇÕES ADVERSAS VPS
Alteração de Texto de 72 comprimidos revestidos Bula – RDC 60/12
- O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
10450-SIMILAR
– Notificação de Embalagem contendo 24 ou
28/09/2021 3832302/21-2 - - - - 3. CARACTERÍSTICAS VP e VPS
Alteração de Texto de 72 comprimidos revestidos
FARMACOLÓGICAS
Bula – RDC 60/12
- ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
III. DIZERES LEGAIS
- O QUE DEVO FAZER
QUANDO EU ME
ESQUECER DE USAR VP
Comprimido revestido de ESTE MEDICAMENTO? drospirenona + 10450- SIMILAR – etinilestradiol de 3 mg + Notificação deAlteração
28/09/2021 3832302/21-2 - - - - 0,02 mg.
de Texto de Bula Embalagem contendo 24 ou – RDC 60/12 72 unidades.
- POSOLOGIA E MODO
DE USAR VPS
Padronizações internas VP
- O QUE DEVO FAZER
QUANDO EU ME
10450- SIMILAR – Comprimido revestido de 3
ESQUECER DE USAR
Notificação deAlteração mg + 0,02 mg. Embalagem
31/08/2023 0929544/23-4 - - - - ESTE MEDICAMENTO?
de Texto de Bula contendo 24 ou 72 – RDC 60/12 unidades. Padronizações internas VPS
- POSOLOGIA E MODO
DE USAR
- COMO ESTE VP/ VPS
MEDICAMENTO
FUNCIONA?
10450- SIMILAR – 4. O QUE DEVO SABER Comprimido revestido de 3
Notificação deAlteração ANTES DE USAR ESTE mg + 0,02 mg. Embalagem
26/12/2024 1761169/24-6 - - - -
de Texto de Bula MEDICAMENTO? contendo 24 ou 72
– RDC 60/12 7. O QUE DEVO FAZER unidades.
QUANDO EU ME
ESQUECER DE USAR
ESTE MEDICAMENTO?
- O QUE FAZER SE
ALGUÉM USAR UMA
QUANTIDADE MAIOR DO
QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
- CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
-
CONTRAINDICAÇÕES
-
ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
-
SUPERDOSE
-
Quando não devo usar
este medicamento? VP (10450) –
- O que devo saber Comprimido revestido
SIMILAR – antes de usar este de 3 mg + 0,02 mg.
02/03/2026 0203575/26-1 Notificação de alteração - - - -
medicamento? Embalagem contendo 24 de texto de bula – ou 72 unidades. RDC60/12
-
Contraindicações
-
Advertências e Precauções VPS
-
PARA QUE ESTE
MEDICAMENTO É
INDICADO?
- COMO ESTE
MEDICAMENTO
FUNCIONO?
- QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE
MEDICAMENTO? (10450) – 4. O QUE DEVO SABER
SIMILAR – ANTES DE USAR ESTE Comprimido revestido
Notificação de MEDICAMENTO? de 3 mg + 0,02 mg.
-
- - - - - VP /VPS
alteração de texto Embalagem contendo 24
DIZERES LEGAIS
de bula – ou 72 unidades. RDC60/12
- CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
CONTRAINDICAÇÕES
- ADIVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
- INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
DIZERES LEGAIS
INGRID® 24 + 4 drospirenona + etinilestradiol
EMS S/A
Comprimido revestido
3 mg + 0,02 mg
I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
INGRID® 24 + 4 drospirenona + etinilestradiol
MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA.
APRESENTAÇÃO
Comprimido revestido de 3 mg de drospirenona + 0,02 mg de etinilestradiol. Embalagem contendo 24 comprimidos revestidos ativos e 4 comprimidos revestidos inativos USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido rosa (ativo) contém:
drospirenona ...........................................................................................................................................3 mg etinilestradiol.........................................................................................................................................0,02 mg excipiente* q.s.p ...................................................................................................................................1 com rev *amido, croscarmelose sódica, lactose monoidratada, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.
Cada comprimido revestido branco (inativo) contém:
excipiente: celulose microcristalina, crospovidona, lactose monoidratada, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e talco.
II - INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
- INDICAÇÕES
Contraceptivo oral, com efeitos antimineralocorticoide e antiandrogênico que beneficiam também as mulheres que apresentam retenção de líquido de origem hormonal e seus sintomas. Tratamento de acne vulgaris moderada em mulheres que buscam adicionalmente proteção contraceptiva.
- RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são utilizados para prevenir a gravidez. Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados incorretamente, ou ainda em casos de vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou diarreia intensa, bem como interações medicamentosas.
Estudos Clínicos para Contracepção No estudo preliminar de eficácia contraceptiva de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,02 mg de até um ano de duração, foram recrutadas 1.027 pacientes, entre 17 e 36 anos, e 11.480 ciclos de 28 dias de uso foram completados. Destas, 87,8% eram caucasianas, 4,6% hispânicas, 4,3% negras, 1,2% asiáticas e 2,1% outras. Mulheres com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 35 foram excluídas do estudo. A taxa de gestações (índice de Pearl) foi de 1,41% mulheres/ano de uso baseado em 12 gestações que ocorreram após o início do tratamento e dentro dos 14 dias após a última dose de drospirenona + etinilestradiol em mulheres com 35 anos de idade ou menos durante os ciclos nos quais nenhuma outra forma de contracepção foi utilizada.
Estudos Clínicos para Acne Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo, 889 pacientes com idade entre 14 e 45 anos, com acne moderada receberam drospirenona + etinilestradiol ou placebo durante 6 ciclos de 28 dias. Os endpoints primários de eficácia foram a porcentagem de alteração das lesões inflamatórias, das lesões não-inflamatórias, do total de lesões e a porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (ISGA) no 15º dia do 6º ciclo, como apresentado na tabela a seguir:
Estudo 1 Estudo 2
drospirenona + Placebo drospirenona + Placebo
etinilestradiol etinilestradiol
N=228 N=230 N=218 N=213
ISGA Porcentagem 35 (15%) 10 (4%) 46 (21%) 19 (9%)
de Sucesso Lesões Inflamatórias
média basal 33 33 32 32
média absoluta de 15 (48%) 11 (32%) 16 (51%) 11 (34%)
redução (%) Lesões não-inflamatórias
média basal 47 47 44 44
média absoluta de 18 (39%) 10 (18%) 17 (42%) 11 (26%)
redução (%) Total de Lesões
média basal 80 80 76 76
média absoluta de 33 (42%) 21 (25%) 33 (46%) 22 (31%)
redução (%)
- CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseia-se na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical. Em um estudo de inibição da ovulação de 3 ciclos comparando drospirenona + etinilestradiol com um COC contendo 3 mg de drospirenona+0,020 mg de etinilestradiol em um regime convencional de 21 dias, o regime de 24 dias de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,020 mg foi associado a maior supressão do desenvolvimento folicular. Após a introdução intencional de erros de dosagem durante o terceiro ciclo de tratamento, uma maior proporção de mulheres no regime de 21 dias apresentou atividade ovariana, incluindo ovulações de escape, em comparação com as mulheres que tomaram drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,020 mg. Estudos de segurança de pós-comercialização (PASS) demonstraram que a frequência de diagnóstico de TEV (Tromboembolismo Venoso) varia entre 7 e 10 por 10.000 mulheres por ano que utilizam COC com baixa dose de estrogênio (< 0,05 mg de etinilestradiol). Dados mais recentes sugerem que a frequência de diagnóstico de TEV é de aproximadamente 4 por 10.000 mulheres por ano em não usuárias de COCs e não grávidas. Essa faixa está entre 20 a 30 por 10.000 mulheres grávidas ou no pós-parto. O risco aumentado de TEV associado ao uso de COC é atribuído ao componente estrogênico. Estudos epidemiológicos que compararam o risco de TEV associado ao uso de etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg ao risco do uso de COCs contendo levonorgestrel relataram resultados que variam de sem diferença no risco a aumento de três vezes no risco. A maioria dos estudos avaliaram drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,030 mg. Dois estudos pós-aprovação foram concluídos especificamente para etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg. Em um deles, estudo prospectivo de vigilância ativa, verificou-se que a incidência de TEV em mulheres com ou sem outros fatores de risco para TEV, que usaram etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg, está na mesma faixa de usuárias de COCs com o componente levonorgestrel ou de outros COCs (de várias outras marcas). O outro estudo prospectivo e controlado, comparando usuárias de etinilestradiol 0,03 mg/drospirenona 3 mg a usuárias de outros COCs, também confirmou incidência similar de TEV entre todas as coortes. Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo sobre eficácia clínica e segurança de drospirenona 3 mg + etinilestradiol 0,020 mg como terapia para lesões acneicas em mulheres com acne vulgaris moderada, observaram-se efeitos antiacneicos clínica e estatisticamente significativos sobre todas as variáveis primárias de eficácia (lesão inflamatória, lesão não-inflamatória, contagem total de lesões, número e porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (Investigator´s Stated Global Assessment - ISGA), bem como sobre a maioria das variáveis secundárias de eficácia. A drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticoide e antiglicocorticoide. Isto, em conjunto com suas propriedades antimineralocorticoide e antiandrogênica, lhe confere um perfil bioquímico e farmacológico muito similar ao do hormônio natural progesterona.
Farmacocinética
- drospirenona
Absorção A drospirenona é rápida e quase que totalmente absorvida quando administrada por via oral. Os níveis séricos máximos do fármaco, de aproximadamente 35 ng/mL, são alcançados cerca de 1 a 2 horas após a ingestão de dose única. Sua biodisponibilidade está compreendida entre 76 e 85%. A ingestão de alimentos não influenciou na biodisponibilidade da drospirenona quando comparada com a ingestão do fármaco com estômago vazio.
Distribuição Após administração oral, os níveis séricos de drospirenona diminuem em duas fases que são caracterizadas por tempos de meias-vidas de 1,6 ± 0,7 horas e 27,0 ± 7,5 horas, respectivamente. A drospirenona liga-se à albumina sérica e não à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) ou à globulina transportadora de corticosteroides (CBG). Somente 3 a 5% das concentrações séricas totais do fármaco estão presentes na forma de esteroides livres. O aumento da SHBG induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação da drospirenona às proteínas séricas. A média do volume aparente de distribuição da drospirenona é de 3,7 1,2 L/kg.
Metabolismo A drospirenona é extensivamente metabolizada após administração oral. No plasma, seus principais metabólitos são a forma ácida da drospirenona, formada pela abertura do anel de lactona, e o 4,5-di-hidro-drospirenona-3-sulfato, formado pela redução e subsequente sulfatação. A drospirenona está também sujeita ao metabolismo oxidativo catalisado pelo CYP 3A4.
Eliminação A taxa de depuração metabólica da drospirenona no soro é de 1,5 0,2 mL/min/kg. A drospirenona é excretada somente em pequenas quantidades na forma inalterada. Seus metabólitos são eliminados com as fezes e urina na proporção de aproximadamente 1,2 a 1,4. A meia-vida de eliminação dos metabólitos pela urina e fezes é de cerca de 40 horas.
Condições no estado de equilíbrio Durante um ciclo de tratamento, a concentração sérica máxima da drospirenona no estado de equilíbrio de cerca de 60 ng/mL é alcançada após aproximadamente 7 a 14 dias de uso. Como consequência da razão entre o tempo de meia-vida terminal e o intervalo de dose, os níveis séricos de drospirenona acumulam-se em um fator de aproximadamente 2 a 3. Acúmulos adicionais nos níveis de drospirenona foram observados entre os ciclos 1 e 6, e, posteriormente, não foram mais observados.
Populações especiais
- Efeito na disfunção renal: os níveis séricos da drospirenona no estado de equilíbrio, em mulheres com
alteração renal leve (depuração de creatinina CLcr, 50 a 80 mL/min), foram comparáveis aos níveis em mulheres com função renal normal (CLcr, > 80 mL/min). Os níveis séricos da drospirenona foram em média 37% mais elevados em mulheres com alteração renal moderada (CLcr, 30 a 50 mL/min) comparado aos níveis em mulheres com função renal normal. O uso de drospirenona foi bem tolerado em todos os grupos e não mostrou qualquer efeito clinicamente significativo na concentração sérica de potássio.
- Efeito na disfunção hepática: em mulheres com alteração hepática moderada, (Child-Pugh B) os perfis de
tempo/concentração sérica média da drospirenona foram comparáveis àqueles em mulheres com função hepática normal, durante as fases de absorção/distribuição, com valores similares de Cmáx. A meia-vida terminal média da drospirenona foi 1,8 vezes maior nas voluntárias com alteração hepática moderada do que nas voluntárias com função hepática normal. Uma diminuição de aproximadamente 50% na depuração oral aparente (CL/f) foi verificada nas voluntárias com alteração hepática moderada quando comparada àquelas com função hepática normal. A diminuição observada na depuração da drospirenona em voluntárias com alteração hepática moderada, comparada às voluntárias normais, não se traduziu em qualquer diferença aparente nas concentrações séricas de potássio entre os dois grupos de voluntárias. Mesmo na presença de diabetes e tratamento concomitante com espironolactona (dois fatores que podem predispor uma usuária à hipercalemia), não foi observado aumento nas concentrações séricas de potássio, acima do limite superior da variação normal. Pode-se concluir que a drospirenona é bem tolerada em pacientes com alteração hepática leve ou moderada (Child-Pugh B).
- Grupos étnicos: o impacto de fatores étnicos na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol foi
avaliado após administração de doses orais únicas e repetidas a mulheres jovens e saudáveis, caucasianas e japonesas. Os resultados mostraram que as diferenças étnicas entre mulheres japonesas e caucasianas não tiveram influência clinicamente relevante na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol.
-etinilestradiol Absorção O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Picos de concentração sérica de aproximadamente 33 pg/mL são alcançados em 1 a 2 horas após administração oral única. A biodisponibilidade absoluta, como resultado da conjugação pré-sistêmica e metabolismo de primeira passagem, é de aproximadamente 60%. A ingestão concomitante de alimentos reduziu a biodisponibilidade do etinilestradiol em cerca de 25% dos indivíduos estudados, enquanto nenhuma alteração foi observada nos
outros indivíduos.
Distribuição Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases; a fase de disposição terminal é caracterizada por um tempo de meia-vida de aproximadamente 24 horas. O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente 98,5%) e induz um aumento das concentrações séricas de SHBG. Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca de 5 L/kg.
Metabolismo O etinilestradiol está sujeito a um significativo metabolismo de primeira passagem no intestino e no fígado. O etinilestradiol e seus metabólitos oxidativos são conjugados primariamente com glicuronídeos ou sulfato. A taxa de depuração metabólica do etinilestradiol é de cerca de 5 mL/min/kg.
Eliminação O etinilestradiol não é significativamente eliminado na forma inalterada. Os metabólitos do etinilestradiol são eliminados na urina e bile na razão de 4:6. O tempo de meia-vida de eliminação do metabólito é de aproximadamente um dia.
Condições no estado de equilíbrio As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de utilização e os níveis séricos de etinilestradiol acumulam-se por um fator de cerca de 1,4 a 2,1.
- CONTRAINDICAÇÕES
Contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença das condições listadas abaixo. Se qualquer uma destas condições ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente.
- presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos como, por exemplo,
trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio; ou de acidente vascular cerebral;
- presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (p. ex.: episódio isquêmico
transitório, angina pectoris);
-
um alto risco de trombose arterial ou venosa (vide “Advertências e Precauções”);
-
hipertensão não controlada;
-
história de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
-
diabetes mellitus com alterações vasculares;
-
doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal;
-
insuficiência adrenal;
-
hipercoagulopatia herdada ou adquirida;
-
insuficiência renal grave ou insuficiência renal aguda;
-
uso de medicamentos antivirais de ação direta contendo ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e
combinações destes medicamentos (vide “Interações Medicamentosas”);
-
presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
-
diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteroides sexuais (p. ex., dos órgãos genitais ou das
mamas);
-
sangramento vaginal não diagnosticado;
-
suspeita ou diagnóstico de gravidez;
-
hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos componentes do produto.
Categoria X – Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
- ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada usuária individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a usuária deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do produto deve ficar a critério médico.
Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso (TEV) é mais elevado durante o primeiro ano de uso do contraceptivo hormonal. Este risco aumentado está presente após iniciar pela primeira vez o uso de COC ou ao reiniciar o uso (após um intervalo de 4 semanas ou mais sem uso de pílula) do mesmo COC ou de outro COC. Dados de um grande estudo coorte, prospectivo, de 3 braços sugerem que este risco aumentado está presente principalmente durante os 3 primeiros meses. O risco geral de TEV em usuárias de COCs contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é duas a três vezes maior que em não usuárias de COCs que não estejam grávidas e continua a ser menor do que o risco associado à gravidez e ao parto. O TEV pode provocar risco para a vida da usuária ou pode ser fatal (em 1 a 2% dos casos). O tromboembolismo venoso (TEV) se manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar, e pode ocorrer durante o uso de qualquer COC. Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sanguíneos como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em usuárias de COCs.
Sintomas de trombose venosa profunda (TVP) podem incluir: inchaço unilateral em membro inferior ou ao longo da veia da perna, dor ou sensibilidade na perna que pode ser sentida apenas quando se está em pé ou andando, calor aumentado na perna afetada, descoloração ou hiperemia da pele da perna.
Sintomas de embolia pulmonar (EP) podem incluir: início súbito inexplicável de dispneia ou taquipneia; tosse de início abrupto que pode levar hemoptise; angina aguda que pode aumentar com a respiração profunda; ansiedade, tontura severa ou vertigem; batimento cardíaco rápido ou irregular. Alguns destes sintomas (p.ex., dispneia, tosse) não são específicos e podem ser erroneamente interpretados como eventos mais comuns ou menos graves (p.ex., infecções do trato respiratório).
Um evento tromboembólico arterial pode incluir acidente vascular cerebral, oclusão vascular ou infarto do miocárdio (IM). Sintomas de um acidente vascular cerebral podem incluir: diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma súbita a face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; confusão súbita, dificuldade para falar ou compreender; dificuldade repentina para enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação, cefaleia repentina, intensa ou prolongada, sem causa conhecida, perda de consciência ou desmaio, com ou sem convulsão. Outros sinais de oclusão vascular podem incluir: dor súbita, inchaço e cianose de uma extremidade, abdome agudo.
Sintomas de IM podem incluir: dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou estufamento no peito, braço ou abaixo do esterno; desconforto que se irradia para as costas, mandíbula, garganta, braços, estômago; sensação de saciedade, indigestão ou asfixia; sudorese, náuseas, vômitos ou tontura; fraqueza extrema, ansiedade ou dispneia, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
Eventos tromboembólicos arteriais podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que possuem uma combinação de fatores de risco ou apresentem um fator de risco individual mais grave. Este risco aumentado pode ser maior que um simples risco cumulativo de fatores. Um COC não deve ser prescrito em caso de uma avaliação risco-benefício negativa (vide “Contraindicações”).
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral, aumenta com:
-
idade;
-
obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 Kg/m2);
-
história familiar positiva (isto é, tromboembolismo venoso ou arterial detectado em um(a) irmão(ã) ou em
um dos progenitores em idade relativamente jovem). Se há suspeita ou conhecimento de predisposição hereditária, a usuária deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer COC;
- imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores
ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em casos de cirurgia programada com pelo menos 4 semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até duas semanas após o total restabelecimento;
- tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior,
especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos);
-
dislipoproteinemia;
-
hipertensão;
-
enxaqueca;
-
valvopatia;
-
fibrilação atrial.
Fumar aumenta o risco deste medicamento causar problemas no coração e vasos sanguíneos. Não prescreva este medicamento para mulheres com histórico de tromboembolismo venoso associado à gravidez ou ao uso de estrogênios exógenos, ou mesmo de causa desconhecida.
Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso. Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério (para informações sobre gravidez e lactação, vide “Gravidez e Lactação”). Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são: diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme. Um aumento da frequência ou da intensidade de enxaqueca durante o uso de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular cerebral. Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico). Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol). Em caso de suspeita ou confirmação de TEV ou ATE, o uso de COCs deve ser descontinuado. Em caso de início de terapia anticoagulante, método contraceptivo alternativo adequado deve ser iniciado, em função do efeito teratogênico das cumarinas anticoagulantes.
Tumores O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (Papiloma Vírus Humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo a controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos fatores confundidores (viéses), por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece gradualmente nos 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias que já utilizaram alguma vez os COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da usuária. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal. Tumores malignos podem provocar risco para a vida da usuária ou podem ser fatais.
Outras condições A capacidade de excretar potássio pode estar limitada em usuárias com insuficiência renal. Em um estudo clínico, a ingestão de drospirenona não apresentou efeito sobre a concentração sérica de potássio em usuárias com insuficiência renal leve ou moderada. Pode existir risco teórico de hipercalemia apenas em usuárias com insuficiência renal, cujo nível de potássio sérico, antes do início do uso do COC, encontre-se no limite superior da normalidade e que adicionalmente estejam utilizando medicamentos poupadores de potássio. Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar, podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite durante o uso de COCs. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância clínica são raros. O efeito
antimineralocorticoide da drospirenona pode neutralizar o aumento da pressão arterial induzido pelo etinilestradiol, observado em mulheres normotensas que utilizam outros COCs. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente significativa, durante o uso de COC, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva. Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lúpus eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coreia de Sydenham; herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteroides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs. Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter monitoramento cuidadoso enquanto estas usuárias estiverem utilizando COCs. O uso de COCs foi associado à doença de Crohn e a colite ulcerativa. Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando COCs. Estudos sugerem um pequeno aumento do risco relativo de desenvolver doenças da vesícula biliar entre usuárias de COCs. Mulheres com histórico de depressão devem ser cuidadosamente observadas e o uso de NIKI® (drospirenona + etinilestradiol) deve ser interrompido se a depressão recidivar em um grau sério.
Dados de segurança pré-clínica Em um estudo de 24 meses sobre carcinogenicidade oral em camundongos, que receberam 10 mg/kg/dia de drospirenona isoladamente ou 1 + 0,01, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol, correspondendo a 0,1 a 2 vezes a exposição (AUC de drospirenona) de mulheres que tomam uma dose contraceptiva, houve um aumento de carcinomas na glândula harderiana no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona isoladamente. Em um estudo semelhante em ratos, que receberam 10 mg/kg/dia de drospirenona isoladamente ou 0,3 + 0,003, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol, correspondendo a 0,8 a 10 vezes a exposição de mulheres que tomam uma dose contraceptiva, houve um aumento da incidência de feocromocitomas benignos e totais (benignos e malignos) na glândula adrenal no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona. Há amplo consenso científico de que os hormônios esteroides podem estimular o crescimento de certos tecidos e tumores dependentes de hormônios e, por isso, apresentam um risco carcinogênico.
Consultas/exames médicos Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contraindicações (p.ex., um episódio isquêmico transitório, etc.) ou fatores de risco (p.ex., história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A frequência e a natureza destas avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
Informe ao paciente que este medicamento não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, recomendando o uso de preservativo sempre que for necessário.
Redução da eficácia A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada dos comprimidos ativos rosa (contendo hormônio) (vide subitem “Comprimidos esquecidos”), distúrbios gastrintestinais (vide subitem “Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais”) durante a ingestão de comprimidos ativos rosa (contendo hormônio) ou tratamento concomitante com outros medicamentos (vide “Posologia e Modo de Usar” e “Interações Medicamentosas”).
Redução do controle de ciclo
Como ocorre com todos os COCs, pode surgir sangramento irregular (gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um período de adaptação de cerca de três ciclos. Se o sangramento irregular persistir ou ocorrer após ciclos anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem. É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante a ingestão dos comprimidos brancos (inativos). Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas em “Posologia e Modo de Usar”, é pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC.
Gravidez e Lactação Gravidez INGRID® é contraindicada durante a gravidez. Caso a usuária engravide durante o uso de INGRID®, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham utilizado COC antes da gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação. Os dados disponíveis sobre o uso de INGRID® durante a gravidez são muito limitados para extrair conclusões sobre efeitos negativos do produto na gravidez, saúde do feto ou do neonato. Ainda não existem dados epidemiológicos relevantes.
Lactação Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido completamente a amamentação do seu filho. Pequenas quantidades dos esteroides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas com o leite materno.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não foram observados efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de COCs.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Comprimido revestido na cor rosa (ativo) – Atenção: contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho. Comprimido revestido na cor branca (inativo) – Atenção: contém o corante dióxido de titânio.
- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Efeitos de outros medicamentos sobre INGRID®:
As interações medicamentosas podem ocorrer com fármacos indutores das enzimas microssomais o que pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais e pode produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral. A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento. Geralmente, a indução enzimática máxima é observada dentro de poucas semanas. Após a interrupção da administração do medicamento a indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas. Usuárias sob tratamento com qualquer uma destas substâncias devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. O método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final dos comprimidos ativos (contendo hormônio) do COC, a usuária deverá iniciar a cartela seguinte descartando os comprimidos inativos (sem hormônio).
Substâncias que aumentam a depuração dos COCs (eficácia dos COCs diminuída por indução
enzimática), por exemplo: fenitoínas, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também, possivelmente, oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva-de-São João.
Substâncias com efeito variável na depuração dos COCs, por exemplo: Quando coadministrados com COCs, muitos inibidores das HIV/HCV proteases e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas de estrogênios ou progestógenos. Essas alterações podem ser clinicamente relevantes em alguns casos.
Substâncias que diminuem a depuração dos COCs (inibidores enzimáticos):
Inibidores potentes e moderados do CYP 3A4 tais como antifúngicos azólicos (como por exemplo, itraconazol, voriconazol, fluconazol), verapamil, antibióticos macrolídeos (como por exemplo, claritromicina, eritromicina), diltiazem e suco de toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações plasmáticas do estrogênio ou progestógeno ou de ambos.
Em um estudo de múltiplas doses com uma combinação de drospirenona (3 mg/dia)/etinilestradiol (0,02 mg/dia), coadministrada com cetoconazol, um potente inibidor do CYP 3A4, por 10 dias, resultou em um aumento da ASC (0-24h) de 2,68 vezes (90% IC: 2,44-2,95) para drospirenona e 1,40 vezes (90% IC: 1,31-1,49) para o etinilestradiol. Doses de 60 a 120 mg/dia de etoricoxibe têm demonstrado um aumento na concentração do plasma do etinilestradiol de 1,4-1,6 vezes, respectivamente, quando tomado concomitantemente com um contraceptivo hormonal combinado contendo 0,035 mg de etinilestradiol.
Efeitos dos COCs sobre outros medicamentos:
COCs podem interferir no metabolismo de outros fármacos; consequentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar (p.ex, ciclosporina) ou diminuir (p.ex., lamotrigina). A drospirenona, in vitro, é capaz de inibir fraca ou moderadamente enzimas do citocromo P450, CYP1A1, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4.
Observou-se em estudos de interações in vivo, em voluntárias que utilizavam omeprazol, sinvastatina ou midazolam como substratos marcadores, que é pouco provável uma interação clinicamente relevante da drospirenona, em doses de 3 mg, com o metabolismo de outros fármacos mediados pelo citocromo P450. O etinilestradiol, in vitro, é um inibidor reversível do CYP2C19, CYP1A1 e CYP1A2, bem como um inibidor, baseado no mecanismo do CYP3A4/5, CYP2C8 e CYP2J2. Em estudos clínicos, a administração de contraceptivos hormonais contendo etinilestradiol não levou a qualquer aumento ou somente um discreto aumento das concentrações plasmáticas dos substratos do CYP3A4 (por exemplo, midazolam) enquanto que as concentrações plasmáticas dos substratos do CYP1A2 podem aumentar discretamente (por exemplo, teofilina) ou moderadamente (por exemplo, melatonina e tizanidina).
Interações farmacodinâmicas A coadministração de medicamentos contendo etinilestradiol com medicamentos antivirais de ação direta, como ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e combinações destes medicamentos, tem demonstrado aumento dos níveis de ALT maiores que 20 vezes o limite superior, considerado normal para mulheres saudáveis e mulheres infectadas por HCV (vide “Contraindicações”).
Outras Interações
Potássio sérico:
Existe um potencial teórico para aumento no potássio sérico em usuárias de INGRID® que estejam tomando os comprimidos ativos (contendo hormônio) com outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos de potássio. Tais medicamentos incluem antagonistas do receptor de angiotensina II, diuréticos poupadores de potássio e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos avaliando a interação da drospirenona (combinada com estradiol) com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, nenhuma diferença clínica ou estatisticamente significativa nas concentrações séricas de potássio foi observada. Alterações em exames laboratoriais O uso de esteroides presentes nos contraceptivos pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tireoidiana, adrenal e renal; níveis plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteroides e frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal. A drospirenona provoca aumento na aldosterona plasmática e na atividade da renina plasmática, induzidos pela sua leve atividade antimineralocorticoide. Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente a
fim de identificar interações em potencial.
- CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da luz e umidade. O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Comprimido revestido cor rosa (ativos), circular e biconvexo; Comprimido revestido na cor branca (inativos), circular e biconvexo. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
- POSOLOGIA E MODO DE USAR
Como usar INGRID® Uso oral Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos na ordem indicada na cartela, por 28 dias consecutivos, mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário, com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada no dia seguinte após a ingestão do último comprimido da cartela anterior. Em geral, o sangramento por privação hormonal deve ocorrer em 2-3 dias após o início da ingestão dos comprimidos brancos (inativos). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de uma nova cartela.
Início do uso de INGRID®
- Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior ao uso de INGRID®
No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão de comprimido rosa ativo (contendo hormônio) deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).
- Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico
(contraceptivo) para INGRID® Se a paciente estiver mudando de um outro COC, deve começar preferencialmente no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo do contraceptivo usado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos (sem hormônio). Se a usuária estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
- Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção,
implante ou Sistema Intrauterino com liberação de progestógeno) Se a paciente estiver mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno (minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino (SIU) com liberação de progestógeno), poderá iniciar o COC em qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção. Nestes casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros dias de ingestão.
- Após abortamento de primeiro trimestre
Após abortamento de primeiro trimestre, pode-se iniciar o uso de INGRID® imediatamente, sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.
- Após parto ou abortamento de segundo trimestre
Após parto ou abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar o COC no período entre o 21º e o 28º dia após o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver ocorrido relação sexual, deve se certificar de que a mulher não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação. Para amamentação, vide “Gravidez e Lactação” em “Advertências e Precauções”.
Comprimidos esquecidos Comprimidos inativos (sem hormônio) esquecidos podem ser desconsiderados. Todavia, estes comprimidos devem ser descartados a fim de evitar que a fase de ingestão de comprimidos inativos seja prolongada equivocadamente. As recomendações a seguir referem-se somente a comprimidos ativos (contendo hormônio) esquecidos:
Se houver transcorrido menos de 24 horas do horário habitual de ingestão do comprimido contendo hormônio, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual.
Se houver transcorrido mais de 24 horas do horário habitual de ingestão do comprimido contendo hormônio, a proteção contraceptiva pode estar reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1) a ingestão dos comprimidos rosa (ativos) nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias (obervar que o intervalo recomendado de comprimidos inativos (sem hormônio) é de 4 dias; 2) são necessários 7 dias de ingestão contínua dos comprimidos rosa (ativos) para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Consequentemente, na prática diária, pode-se usar a seguinte orientação:
- Dia 1-7
Se o esquecimento ocorreu entre o 1° e 7° dia, a usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido rosa (ativo) esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método de barreira (p.ex., preservativo) durante os 7 dias subsequentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez. Quanto mais comprimidos rosa ativos forem esquecidos e mais perto estiver do período de ingestão dos comprimidos brancos (inativos), maior será o risco de gravidez.
- Dia 8-14
Se o esquecimento ocorreu entre o 8° e 14° dia, a usuária deve tomar imediatamente o último comprimido rosa (ativo) esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e deve continuar tomando o restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido rosa (ativo) esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido rosa (ativo) tiver sido esquecido, deve-se aconselhar a adoção de precauções adicionais por 7 dias.
- Dia 15-24
Se o esquecimento ocorreu entre o 15° e 24° dia, o risco de redução da eficácia é iminente pela proximidade do período de ingestão dos comprimidos brancos (inativos). No entanto, ainda se pode evitar a redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se nos 7 dias anteriores ao primeiro comprimido esquecido a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar métodos contraceptivos adicionais. Se não for este o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais durante os 7 dias seguintes.
- Tomar o último comprimido rosa (ativo) esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos e continuar tomando os comprimidos seguintes no horário habitual, até o término dos comprimidos rosa (ativos), descartando os 4 comprimidos brancos (inativos). A nova cartela deve ser iniciada assim que acabar a ingestão dos comprimidos rosa (ativos). É pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da tomada dos comprimidos rosa (ativos) da segunda cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape. 2) Suspender a ingestão dos comprimidos da cartela atual, fazer um intervalo de até 4 dias de pausa sem ingestão de comprimidos (incluindo os dias em que esqueceu de tomá-los) e, a seguir, iniciar uma nova cartela. Se não ocorrer sangramento por privação durante a ingestão dos comprimidos brancos (inativos), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.
Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais No caso de distúrbios gastrintestinais graves, após a ingestão de um comprimido rosa (ativo), a absorção pode não ser completa e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas. Se ocorrer vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido rosa (ativo), deve-se seguir o mesmo procedimento usado no item “Comprimidos esquecidos”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar o(s) comprimido(s) adicional(is) de outra cartela.
Informações adicionais para populações especiais -Usuárias pediátricas INGRID® é indicada apenas para uso após a menarca. Não há dados que sugerem a necessidade de ajuste de dose.
- Pacientes idosas
Não aplicável. INGRID® não é indicada para uso após a menopausa.
- Pacientes com insuficiência hepática
INGRID® é contraindicada em mulheres com doença hepática grave. Vide “Contraindicações” e “Características Farmacológicas”.
- Pacientes com insuficiência renal
INGRID® é contraindicada em mulheres com insuficiência renal grave ou com insuficiência renal aguda. Vide “Contraindicações” e “Características Farmacológicas”.
Este medicamento não deve ser partidoou mastigado.
- REAÇÕES ADVERSAS
Resumo do perfil de segurança:
As reações adversas relatadas mais frequentemente com INGRID® quando usado como contraceptivo oral ou no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que buscam proteção contraceptiva são náuseas, dor nas mamas, sangramento uterino inesperado e sangramento não específico do trato genital. Estas reações ocorrem em 3% ou mais das usuárias. As reações adversas graves são tromboembolismo venoso e arterial.
Resumo tabulado das reações adversas:
A frequência das reações adversas relatadas nos estudos clínicos com medicamentos contendo etinilestradiol 0,02 mg e drospirenona 3 mg ou etinilestradiol 0,02 mg, drospirenona 3 mg e levomefolato de cálcio 0,451 mg quando usados como contraceptivos orais e medicamentos contendo etinilestradiol 0,02 mg e drospirenona 3 mg no tratamento da acne vulgaris moderada em mulheres que buscam adicionalmente proteção contraceptiva (N=3.565) está resumida na tabela abaixo. As reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade, de acordo com cada grupo de frequência. As frequências são definidas como comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100) e rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000). Reações adversas adicionais identificadas somente após a comercialização, e para as quais, portanto não se pode estimar uma frequência, e estão descritas na coluna frequência desconhecida:
Classificação por Comum Incomum Rara Frequência
sistema corpóreo desconhecida (MedDRA versão 12.1) Distúrbios Instabilidade emocional, Diminuição e
psiquiátricos depressão/estados perda da libido
depressivos Distúrbios no Enxaqueca sistema nervoso Distúrbios Eventos vasculares tromboembólicos arteriais e venosos* Distúrbios Náuseas gastrintestinais Distúrbios Eritema cutâneos e nos multiforme tecidos subcutâneos Distúrbios no Dor nas mamas, sistema sangramento uterino reprodutivo e nas inesperado, sangramento mamas não específico do trato genital
As reações adversas provenientes de estudos clínicos foram descritas utilizando o termo MedDRA (em estudos clínicos são codificadas usando dicionário MedDRA) (versão 12.1). Diferentes termos MedDRA representam o mesmo fenômeno foram agrupados como uma única reação adversa para evitar diluir ou ocultar o verdadeiro efeito*.
*- frequência estimada, a partir de estudos epidemiológicos envolvendo um grupo de usuárias de contraceptivo oral combinado. A frequência foi limítrofe a muito rara.
- “Eventos tromboembólicos arteriais e venosos” resumem as seguintes entidades médicas: oclusão venosa
periférica profunda, trombose e embolia pulmonar vascular oclusiva, trombose, embolia e infarto do miocárdio, infarto cerebral e acidente vascular cerebral não especificado como hemorrágico.
Para eventos tromboembólicos arteriais e venosos e enxaqueca, vide “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”.
Descrição das reações adversas selecionadas:
As reações adversas com frequência muito baixa ou com início tardio dos sintomas relatadas no grupo de usuárias de contraceptivo oral combinado estão listadas abaixo, vide também itens “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”.
Tumores:
- A frequência de diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em usuárias de CO. Como o câncer
de mama é raro em mulheres abaixo de 40 anos o aumento do risco é pequeno em relação ao risco geral de câncer de mama. A causalidade com uso de COC é desconhecida.
- Tumores hepáticos (benigno e maligno)
Outras condições:
- eritema nodoso;
-mulheres com hipertrigliceridemia (aumento do risco de pancreatite em usuárias de COCs);
-
hipertensão;
-
ocorrência ou piora de condições para as quais a associação com o uso de COC não é conclusiva: icterícia
e/ou prurido relacionado à colestase; formação de cálculos biliares, porfiria, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, Coreia de Sydenham, herpes gestacional, otosclerose – relacionada à perda de audição;
- em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar sintomas
de angioedema;
-
distúrbios das funções hepáticas;
-
alterações na tolerância à glicose ou efeitos sobre a resistência periférica à insulina;
-
doença de Crohn, colite ulcerativa;
-
cloasma;
-
hipersensibilidade (incluindo sintomas como rash, urticária).
Interações Sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral podem ser resultado de interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos (indutores enzimáticos), vide “Interações Medicamentosas”.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
- SUPERDOSE
Não existe ainda experiência clínica de superdose com INGRID®. Baseando-se na experiência geral com contraceptivos orais combinados, os sintomas que podem ocorrer no caso de superdose de comprimidos ativos são: náuseas, vômitos e sangramento por privação, que pode ocorrer até em meninas antes da menarca, se elas ingerirem acidentalmente o medicamento. Não existe antídoto e o tratamento deve ser sintomático. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III - DIZERES LEGAIS
Registro:1.0235.1109
Registrado por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP – CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria brasileira
Comprimido revestido rosa (ativo) Produzido por: EMS S/A Lot. Polo de Desenvolvimento Juscelino Kubitschek, S/N Trecho 05, Conj. 06, Lote 06 07 08 e 09
CEP: 72549-550
Bairro Santa Maria Brasília/DF
Comprimido revestido branco (inativo) Produzido por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SAC 0800 019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 11/03/2026.
bula-prof-240049-EMS-v3
Histórico de alteração para a bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do Nº. expediente Assunto Data do Nº. expediente Assunto Data de Itens de bula Versões Apresentações relacionadas
expediente expediente aprovação (VP/VPS)
10507 - SIMILAR -
Modificação Pós- Cartucho com 1 blíster- calendário
(10450) – SIMILAR Registro - CLONE / Atualização de texto de bula de 24 comprimidos revestidos
–Notificação de 1627 conforme bula padrão ativos e 4 comprimidos revestidos
24/10/2017 2138398/17-7 alteração de texto de 12/01/2016 1152681/16-5 - SIMILAR - 26/12/2016 publicada no bulário. VP/VPS inativos.
bula – RDC60/12 Inclusão de Nova Apresentação Comercial
10507 - SIMILAR -
Modificação Pós-Registro – CLONE /
11021 - RDC
73/2016 - SIMILAR Cartucho contendo 1 blíster-
03/05/2019 0397636/19-0 10450-SIMILAR – 27/03/19 0273915/19-1 - 27/03/19 Dizeres Legais VP/VPS calendário de 24 comprimidos
Notificação de Substituição de local revestidos ativos e 4 comprimidos
Alteração de Texto de de fabricação de revestidos inativos.
Bula – RDC 60/12 medicamento de liberação convencional
10450-SIMILAR – Cartucho contendo 1 blíster-Notificação de calendário de 24 comprimidos
06/05/2021 1744102/21-1 - - - - 9. REAÇÕES ADVERSAS VPS
Alteração de Texto de revestidos ativos e 4 comprimidos Bula – RDC 60/12 revestidos inativos.
- O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO? 10450-SIMILAR – Cartucho contendo 1 blíster-Notificação de calendário de 24 comprimidos
28/09/2021 3832302/21-2 - - - - 3. CARACTERÍSTICAS VP e VPS
Alteração de Texto de revestidos ativos e 4 comprimidos
FARMACOLÓGICAS
Bula – RDC 60/12 revestidos inativos.
- ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
III. DIZERES LEGAIS
10450-SIMILAR – Cartucho contendo 1 blíster-Notificação de calendário de 24 comprimidos
31/08/2023 0929544/23-4 - - - - Padronizações internas VP/VPS
Alteração de Texto de revestidos ativos e 4 comprimidos Bula – RDC 60/12 revestidos inativos.
- COMO ESTE
MEDICAMENTO
FUNCIONA?
- O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
- O QUE DEVO FAZER
10450-SIMILAR – QUANDO EU ME Cartucho contendo 1 blíster-
Notificação de ESQUECER DE USAR ESTE calendário de 24 comprimidos
26/12/2024 1761169/24-6 - - - - VP/ VPS
Alteração de Texto de MEDICAMENTO? revestidos ativos e 4 comprimidos
Bula – RDC 60/12 revestidos inativos.
- CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
-
CONTRAINDICAÇÕES
-
ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
- POSOLOGIA E MODO DE
USAR
- Quando não devo usar este
VP (10450) – medicamento? Cartucho contendo 1 blíster-SIMILAR – 4. O que devo saber antes de calendário de 24 comprimidos
02/03/2026 0203575/26-1 Notificação de - - - - usar este medicamento?
revestidos ativos e 4 comprimidos alteração de texto de revestidos inativos. bula – RDC60/12 4. Contraindicações
- Advertências e Precauções
VPS
- PARA QUE ESTE
MEDICAMENTO É
INDICADO?
- COMO ESTE
MEDICAMENTO
FUNCIONO?
- QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE
(10450) – MEDICAMENTO? Comprimido revestido de 3 mg de
SIMILAR – 4. O QUE DEVO SABER drospirenona + 0,02 mg de
Notificação de ANTES DE USAR ESTE etinilestradiol. Embalagem
-
-
- - - - VP / VPS
-
alteração de MEDICAMENTO? contendo 24 comprimidos
texto de bula – DIZERES LEGAIS revestidos ativos e 4 comprimidos
RDC60/12 revestidos inativos.
- CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
-
CONTRAINDICAÇÕES
-
ADIVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
- INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
DIZERES LEGAIS
INGRID® Conect drospirenona + etinilestradiol
EMS S/A
Comprimido revestido
3 mg + 0,02 mg
I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
INGRID® Conect drospirenona + etinilestradiol
MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA.
APRESENTAÇÕES
Comprimido revestido de 3 mg de drospirenona + 0,02 mg de etinilestradiol. Embalagem contendo 1, 2, 3 ou 4 cartelas com 30 unidades.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
drospirenona ................................................................................................................ .......................3 mg etinilestradiol ............................................................................................................. ......................0,02 mg excipiente* q.s.p. .......................................................................................................... ...................1 com rev *amido, croscarmelose sódica, lactose monoidratada, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.
II - INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
- INDICAÇÕES
Contraceptivo oral, com efeitos antimineralocorticoide e antiandrogênico que beneficiam também as mulheres que apresentam retenção de líquido de origem hormonal e seus sintomas. Tratamento de acne vulgaris moderada em mulheres que buscam proteção contraceptiva.
- RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os contraceptivos orais combinados (COCs) são utilizados para prevenir a gravidez. Quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano 1. O índice de falha pode aumentar quando há esquecimento de tomada dos comprimidos ou quando estes são tomados incorretamente 1, ou ainda em casos de vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido ou diarreia intensa, bem como interações medicamentosas.
Estudos Clínicos para Contracepção A eficácia contraceptiva e a segurança de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg com um regime estendido flexível foram avaliadas em dois estudos multicêntricos abertos para avaliar o registro de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 com um regime estendido flexível. A confiabilidade contraceptiva foi analisada utilizando-se dois métodos diferentes, o índice de Pearl (PI) e a análise na tabela de vida. O primeiro estudo pivotal A40196 foi um estudo randomizado, grupo paralelo para avaliar o padrão de sangramento, eficácia contraceptiva e segurança do regime estendido flexível de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg, em 1.067 mulheres entre 18 e 35 anos de idade. Este estudo foi conduzido na Europa e no Canadá. As mulheres do grupo do regime estendido flexível de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg (grupo A) foram orientadas a agendar seus períodos de sangramento por privação entre os dias 25 e 120 do ciclo na ocorrência de sangramentos intracíclicos. O regime de dose do grupo de regime estendido fixo de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg (grupo B) consistiu de 120 dias de ingestão sem interrupção, independente da ocorrência (não intencional) de episódios de sangramento. O grupo C de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg ingeriu 24 dias de comprimidos ativos seguidos por 4 comprimidos placebo. Esse foi um estudo de dois anos. O primeiro ano com o compromisso da randomização dos grupos paralelos e o segundo foi um período de extensão no qual todas as pacientes que continuaram, receberam drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido flexível. O índice de Pearl (PI) foi calculado no grupo A de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg com um regime estendido flexível em ambos os anos, totalizando 1.268 mulheres/ano de exposição. O índice de Pearl não ajustado foi 0,63 com um intervalo de confiança 95% de 1,24, baseado em 8 gestações. O índice de Pearl ajustado foi 0,59 com um intervalo de confiança 95% de 1,22. A probabilidade de gravidez foi calculada usando estimativa por Kaplan Meier. A estimativa por Kaplan Meier após um ano de tratamento com drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido flexível foi 1,4%, a probabilidade de proteção contraceptiva foi 98,58% com um intervalo de
confiança 95% de (0,9709; 0,9931)2. O segundo estudo pivotal (A48294) foi um estudo de 3 braços, controlado que avaliou a eficácia e a segurança da posologia do regime estendido flexível de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em 1.864 mulheres com idades entre 18 e 45 anos. O estudo foi conduzido nos Estados Unidos. O grupo de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido fixo (Grupo B) no estudo A40196 foi substituído pelo grupo de estudo de posologia de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido “parar/recomeçar”. Este regime de posologia (parar/recomeçar) é similar à posologia do drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime estendido flexível (Grupo A) exceto pelas mulheres terem permissão de programar seus sangramentos por privação a qualquer momento entre os dias 25 e 120 do ciclo de tomada independente da ocorrência do sangramento intracíclico. O Índice de Pearl não ajustado (PIu) para o drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime estendido flexível foi estimado como 1,65, com intervalo de confiança 95% de 2,64, baseado em 17 gestações e na exposição de 1.032 mulheres por ano. O Índice de Pearl não ajustado (PI u) para os dois regimes flexíveis estendidos do estudo A48294 reunidos resultou em um PI u estimado de 1,92 com um intervalo de confiança 95% de 2,98, baseado em 23 gestações e na exposição de 1195 mulheres por ano, considerando a exposição para ambos como sendo, 14 dias após a última dose do medicamento em estudo e 4 dias após a última data do medicamento em estudo3. A probabilidade de gravidez foi calculada utilizando o método de estimativa Kaplan Meier, a estimativa da taxa cumulativa de falha foi de 1,63% (95% IC: 1,01, 2,61), indicando uma probabilidade de proteção contraceptiva de 98,4%, Para as populações agrupadas com o drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime estendido flexível/regime estendido “parar/recomeçar”, foi de 1,83% (95% IC: 1,21 , 2,75), e a probabilidade de proteção 98,2%3. O cálculo o índice de Pearl ajustado (PIa) baseou-se em gestações que não puderam ser atribuídas a falhas da usuária (identificadas como falhas de método). Além disso, o cálculo do índice de Pearl ajustado (PI a) baseou-se em ciclos de tratamento compatíveis, isto é, apenas nos indivíduos sem grandes desvios do protocolo. O PIa para o tratamento com drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime estendido flexível de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg foi de 5,36 (intervalo de confiança 95% [2,93; 8,99]), baseado em 14 gestações e em uma exposição de 261 mulheres por ano, considerando a exposição para ambos como sendo 14 dias após a última dose do medicamento em estudo e 4 dias após a última data do medicamento em estudo3. Um estudo multicêntrico aberto, randomizado, paralelo comparando drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido flexível com drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime convencional cíclico 24/4, demonstrou que o regime flexível, quando usado para alcançar o máximo de intervalo sem sangramento, foi capaz de reduzir o número total de dias de sangramento menstrual por ano de uma média de 66 dias (drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime convencional cíclico 24/4), para uma média de 41 dias (drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime estendido flexível)2. Um estudo multicêntrico aberto, randomizado, paralelo comparando drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido flexível com drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime convencional cíclico 24/4, demonstrou que mulheres que utilizam regime flexível para programar ativamente seus períodos sem sangramento menstrual durante a fase flexível de ingestão puderam reduzir o número total de dias de sangramento por ano de uma média de 52 dias (drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg regime convencional cíclico 24/4), para uma média de 40 dias3. Em um estudo de inibição da ovulação de 3 ciclos comparando drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime convencional cíclico de 24 dias com um COC contendo drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em um regime convencional de 21 dias, o regime de 24 dias de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg foi associado a maior supressão do desenvolvimento folicular. Após a introdução intencional de erros de dosagem durante o terceiro ciclo de tratamento, uma maior proporção de mulheres no regime de 21 dias apresentou atividade ovariana, incluindo ovulações de escape, em comparação com as mulheres que tomaram o regime drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg de 24 dias4. Um grande estudo coorte, prospectivo, comparativo, não intervencional americano em usuárias de COC, identificou Índice de Pearl de uso típico para drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime convencional cíclico de 24/4 que foi estatisticamente e significativamente menor quando comparado ao índice de Pearl de todos os outros COCs neste estudo. Estes resultados indicam que o medicamento em regime convencional cíclico de 24/4 tem maior eficácia contraceptiva sob condições médicas de rotina, comparado a outros COCs5. Além da ação contraceptiva, a drospirenona apresenta outras propriedades benéficas: atividade antimineralocorticoide6-11, que pode prevenir o ganho de peso e outros sintomas causados pela retenção de líquido11-13, contrapõe-se à retenção de sódio relacionada ao estrogênio10,11, proporcionando
tolerabilidade muito boa11,13 e efeitos positivos na síndrome pré-menstrual (SPM)13. Em combinação com o etinilestradiol, a drospirenona exibe um perfil lipídico favorável caracterizado pelo aumento do HDL11,13. A drospirenona exerce atividade antiandrogênica6,7,14 produzindo efeito positivo sobre a pele, reduzindo as lesões acneicas e a produção sebácea15. Além disso, a drospirenona não se contrapõe ao aumento das globulinas de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) 16-18 induzido pelo etinilestradiol, o que auxilia a ligação e a inativação dos andrógenos endógenos. A drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticoide e antiglicocorticoide. Isto, em conjunto com suas propriedades antimineralocorticoide e antiandrogênica, lhe confere um perfil bioquímico e farmacológico muito similar ao do hormônio natural progesterona. Além disso, há evidência da redução do risco de ocorrência de câncer de endométrio e de ovário. Os COCs de dose mais elevada (0,05mg de etinilestradiol) têm demonstrado diminuir a incidência de cistos ovarianos, doença inflamatória pélvica, doença benigna da mama, e gravidez ectópica. Ainda não existe confirmação de que isto também se aplique aos contraceptivos orais combinados de dose mais baixa 14.
- Estudos clínicos para acne
Em dois estudos multicêntricos, duplo-cego, randomizados, controlados com placebo, 889 pacientes com idade entre 14 e 45 anos, com acne moderada receberam drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg ou placebo durante 6 ciclos de 28 dias. Os endpoints primários de eficácia foram a porcentagem de alteração das lesões inflamatórias, das lesões não-inflamatórias, do total de lesões e a porcentagem de pacientes com índice de regressão total ou quase total na avaliação global estabelecida pelo investigador (ISGA) no 15º dia do 6º ciclo, como apresentado na tabela a seguir 22-28:
Estudo 1 Estudo 2 drospirenona + drospirenona + etinilestradiol etinilestradiol Placebo Placebo 3 mg + 0,02 3 mg + 0,02 N = 230 N = 213 mg mg N = 228 N = 218
ISGA Porcentagem de Sucesso 35 (15%) 10 (4%) 46 (21%) 19(9%)
Lesões Inflamatórias
média basal 33 33 32 32
média absoluta de redução (%) 15 (48%) 11 (32%) 16 (51%) 11 (34%)
Lesões não-inflamatórias
média basal 47 47 44 44
média absoluta de redução (%) 18 (39%) 10 (18%) 17 (42%) 11 (26%)
Total de Lesões
média basal 80 80 76 76
média absoluta de redução (%) 33 (42%) 21 (25%) 33 (46%) 22 (31%)
- Segurança
Estudos de segurança pós-autorização (PASS)7,19 demonstrou que a frequência de diagnóstico de TEV (Tromboembolismo Venoso) varia entre 7 e 10 por 10.000 mulheres por ano que utilizam COC com baixa dose de estrogênio (< 0,05 mg de etinilestradiol). Dados mais recentes sugerem que a frequência de diagnóstico de TEV é de aproximadamente 4 por 10.000 mulheres por ano em não usuárias de COCs e não grávidas7. Essa faixa está entre 20 a30 por 10.000 mulheres grávidas ou no pós-parto7,20,21. O risco aumentado de TEV associado ao uso de COC é atribuído ao componente estrogênico. Ainda há discussões científicas referentes a qualquer efeito modulador do componente progestogênico dos COCs sob o risco de TEV. Estudos epidemiológicos que compararam o risco de TEV associado ao uso de etinilestradiol/drospirenona ao risco do uso de COCs contendo levonorgestrel relataram resultados que variam de sem diferença no risco a aumento de três vezes no risco. A maioria dos estudos investigou o drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,03 mg 20.
- Referências bibliográficas
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controlled study to assess the efficacy and safety of the oral contraceptive SH T00186D (0.02 mg ethinyl estradiol as betadex clathrate and 3 mg drospirenone) in two flexible extended regimens and a conventional regimen of Yaz in 1756 healthy females for 1 year, January 2010.
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and tolerance of SH T 470 FA in comparison with Marvelon® in up to 26 cycles under long-term contraceptive use.
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its natural counterpart progesterone: antiandrogenic potential and biochemical profile. Contraception
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- Clinical Research Report AH37. A single-blind, randomized, comparative study with the oral
contraceptives SH T 470 F and SH T 470 I in in women with acne and seborrhea over 9 treatment comparison with Marvelon cycles.
- Clinical Research Report 9970. Study of the influence of SHT470F, SHT470I and SHT470K on
parameters of the renin-angiotensin-aldosterone system (RAAS) electrolyte metabolism and lipid and carbohydrate metabolism.
- Clinical Research Report 9274. Controlled study on pharmacodynamics and pharmacokinetics of
the combination drospirenone/ethinylestradiol over 3 months with Microgynon as a reference.
- Clinical Research Report A892. A multicenter, open-label randomized study of the dose-
dependency of theovulation-inhibitory effect under oral administration of drospirenone for one cycle.
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- Clinical Research Report A25152 – Protocol 306996: A Multicenter, Double-Blind, Randomized,
Placebo- Controlled Study to Evaluate the Safety and Efficacy of an Oral Contraceptive Preparation, Containing Drospirenone 3 mg/Ethinyl Estradiol 20 microgram (as Beta-Cyclodextrin Clathrate) for 6 Treatment Cycles in Women with Moderate Acne Vulgaris, August 2005.
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contraceptive containing 3 mg drospirenone plus 20 mcg ethinylestradiol in the treatment of acne vulgaris: lesion counts, investigator ratings, and subject self-assessment. J Drugs Dermatol 2009;8:837-44.
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ethinylestradiol oral contraceptive administered in 24/4 regimen in the treatment of acne vulgaris: a randomized, double-blind, placebo- controlled trial. Contraception 2008;77:249-56.
- CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
A drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg com um regime estendido flexível é um COC baseado no COC convencional drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg. Por esta razão, o regime contínuo mínimo de ingestão dos comprimidos é de 24 dias e a duração do período de pausa sem a ingestão de comprimidos é de 4 dias.
- Farmacodinâmica
O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseia-se na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na secreção cervical. O drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg com um regime estendido flexível age pela supressão das gonadotropinas, inibindo a secreção do hormônio folículo-estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH). Embora o mecanismo primário desta ação seja a inibição da ovulação, outros efeitos incluem mudanças no cérvix e muco cervical (retardando assim o transporte do esperma). A drospirenona tem um perfil farmacológico muito parecido com a progesterona natural. Além de suas propriedades progestogênicas, antimineralocorticoide e antiandrogênica, a drospirenona é desprovida de qualquer atividade androgênica, estrogênica, glicocorticoide e antiglicocorticoide.
- Farmacocinética
drospirenona Absorção A drospirenona é rápida e quase que totalmente absorvida quando administrada por via oral. Os níveis séricos máximos do fármaco, de aproximadamente 38 ng/mL, são alcançados cerca de 1 a 2 horas após a ingestão de dose única. Sua biodisponibilidade está compreendida entre 76 e 85%. A ingestão de alimentos não influiu na biodisponibilidade da drospirenona quando comparada com a ingestão do fármaco com estômago vazio.
Distribuição Após administração oral, os níveis séricos de drospirenona diminuem em duas fases que são caracterizadas por tempos de meias-vidas de 1,6 ± 0,7 horas e 27,0 ± 7,5 horas, respectivamente. A drospirenona liga-se à albumina sérica e não à globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG) ou à globulina transportadora de corticosteroides (CBG). Somente 3 a 5% das concentrações séricas totais do fármaco estão presentes na forma de esteroides livres. O aumento da SHBG induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação da drospirenona às proteínas séricas. A média do volume aparente de distribuição da drospirenona é de 3,7 ± 1,2 L/kg.
Metabolismo A drospirenona é extensivamente metabolizada após administração oral. No plasma, seus principais metabólitos são a forma ácida da drospirenona, formada pela abertura do anel de lactona, e o 4,5-diidro-drospirenona-3- sulfato, formado pela redução e subsequente sulfatação. A drospirenona está também sujeita ao metabolismo oxidativo catalisado pelo CYP 3A4.
Eliminação A taxa de depuração metabólica da drospirenona no soro é de 1,5 ± 0,2 mL/min/kg. A drospirenona é
excretada somente em pequenas quantidades na forma inalterada. Seus metabólitos são eliminados com as fezes e urina na proporção de aproximadamente 1,2 a 1,4. A meia-vida de eliminação dos metabólitos pela urina e fezes é de cerca de 40 horas.
Condições no estado de equilíbrio Durante um ciclo de tratamento, a concentração sérica máxima da drospirenona no estado de equilíbrio de cerca de 70 ng/mL é alcançada após aproximadamente 7 a 14 dias de uso. Como consequência da razão entre o tempo de meia-vida terminal e o intervalo de dose, os níveis séricos de drospirenona acumulam-se em um fator de aproximadamente 2 a 3.
Populações especiais
- Efeito na disfunção renal: os níveis séricos da drospirenona no estado de equilíbrio, em mulheres
com alteração renal leve (depuração de creatinina CLcr, 50 a 80 mL/min), foram comparáveis aos níveis em mulheres com função renal normal (CLcr, > 80 mL/min). Os níveis séricos da drospirenona foram em média 37% mais elevados em mulheres com alteração renal moderada (CLcr, 30 a 50 mL/min) comparado aos níveis em mulheres com função renal normal. O uso de drospirenona foi bem tolerado em todos os grupos e não mostrou qualquer efeito clinicamente significativo na concentração sérica de potássio.
- Efeito na disfunção hepática: em mulheres com alteração hepática moderada, (Child-Pugh B) os perfis
de tempo/concentração sérica média da drospirenona foram comparáveis àqueles em mulheres com função hepática normal, durante as fases de absorção/distribuição, com valores similares de C máx. A meia-vida terminal média da drospirenona foi 1,8 vezes maior nas voluntárias com alteração hepática moderada do que nas voluntárias com função hepática normal. Uma diminuição de aproximadamente 50% na depuração oral aparente (CL/f) foi verificada nas voluntárias com alteração hepática moderada quando comparada àquelas com função hepática normal. A diminuição observada na depuração da drospirenona em voluntárias com alteração hepática moderada, comparada às voluntárias normais, não se traduziu em qualquer diferença aparente nas concentrações séricas de potássio entre os dois grupos de voluntárias. Mesmo na presença de diabetes e tratamento concomitante com espironolactona (dois fatores que podem predispor uma usuária à hipercalemia), não foi observado aumento nas concentrações séricas de potássio, acima do limite superior da variação normal. Pode-se concluir que a drospirenona é bem tolerada em pacientes com alteração hepática leve ou moderada (Child-Pugh B).
- Grupos étnicos: o impacto de fatores étnicos na farmacocinética da drospirenona e do
etinilestradiol foi avaliado após administração de doses orais únicas e repetidas a mulheres jovens e saudáveis, caucasianas e japonesas. Os resultados mostraram que as diferenças étnicas entre mulheres japonesas e caucasianas não tiveram influência clinicamente relevante na farmacocinética da drospirenona e do etinilestradiol.
etinilestradiol Absorção O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Picos de concentração sérica de aproximadamente 33 pg/mL são alcançados em 1 a 2 horas após administração oral única. A biodisponibilidade absoluta, como resultado da conjugação pré-sistêmica e metabolismo de primeira passagem, é de aproximadamente 60%. A ingestão concomitante de alimentos reduziu a biodisponibilidade do etinilestradiol em cerca de 25% dos indivíduos estudados, enquanto nenhuma alteração foi observada nos outros indivíduos.
Distribuição Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases; a fase de disposição terminal é caracterizada por um tempo de meia-vida de aproximadamente 24 horas. O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente 98,5%) e induz um aumento das concentrações séricas de SHBG. Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca de 5 L/kg.
Metabolismo O etinilestradiol está sujeito a um significativo metabolismo de primeira passagem no intestino e no fígado. O etinilestradiol e seus metabólitos oxidativos são conjugados primariamente com glicuronídeos ou sulfato. A taxa de depuração metabólica do etinilestradiol é de cerca de 5 mL/min/kg.
Eliminação O etinilestradiol não é significativamente eliminado na forma inalterada. Os metabólitos do etinilestradiol
são eliminados na urina e bile na razão de 4:6. O tempo de meia-vida de eliminação do metabólito é de aproximadamente um dia.
Condições no estado de equilíbrio As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade de um ciclo de 24 dias de utilização e os níveis séricos de etinilestradiol acumulam-se por um fator de cerca de 1,5 a 2,3.
Populações especiais
- Efeito na disfunção renal: etinilestradiol isolado ou em combinação com drospirenona não foi
especificamente estudado em pacientes com disfunção renal.
- Efeito na disfunção hepática: etinilestradiol isolado ou em combinação com drospirenona não foi
especificamente estudado em pacientes com disfunção hepática.
Dados de segurança pré-clínica Os dados pré-clínicos obtidos através de estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade para a reprodução mostraram que não há risco especialmente relevante para humanos. No entanto, deve-se ter em mente que esteroides sexuais podem estimular o crescimento de determinados tecidos e tumores dependentes de hormônio.
- CONTRAINDICAÇÕES
Contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na presença de qualquer uma das condições listadas abaixo. Se qualquer uma destas condições ocorrer pela primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser descontinuada imediatamente. − Presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos (como, por exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio); ou de acidente vascular cerebral; − Presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (por exemplo: episódio isquêmico transitório, angina pectoris); − Um alto risco de trombose arterial ou venosa (vide “Advertências e Precauções”); − Hipertensão não controlada; − História de enxaqueca com sintomas neurológicos focais; − Diabetes mellitus com alterações vasculares; − Doença hepática grave, enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal; − Insuficiência adrenal; − Hipercoagulopatia herdada ou adquirida; − Uso de medicamentos antivirais de ação direta contendo ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir e combinações desses (vide “Interações Medicamentosas” e subitem “Outras interações”); − Insuficiência renal grave ou insuficiência renal aguda; − Presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos); − Diagnóstico ou suspeita de neoplasias influenciadas por esteroides sexuais (por exemplo: dos órgãos genitais ou das mamas); − Sangramento vaginal não diagnosticado; − Suspeita ou confirmação de gravidez; − Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes.
Categoria X – Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
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ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização de COCs devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada paciente individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a paciente deve entrar em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do produto deve ficar a critério médico. O risco do uso de INGRID® Conect no tratamento da acne só é justificável quando associado ao desejo
do efeito contraceptivo, pois os benefícios no tratamento da acne isoladamente não superam os riscos de ocorrência de eventos tromboembólicos com o uso de COC.
- Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, trombose venosa profunda, embolia pulmonar e acidentes vasculares cerebrais. A ocorrência destes eventos é rara. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso (TEV) é mais elevado durante o primeiro ano de uso do contraceptivo hormonal. Este risco aumentado está presente após iniciar pela primeira vez o uso de COC ou ao reiniciar o uso (após um intervalo de 4 semanas ou mais sem uso de pílula) do mesmo ou de outro COC. Dados de um grande estudo coorte, prospectivo, de 3 braços sugerem que este risco aumentado está presente principalmente durante os 3 primeiros meses de uso. O risco geral de TEV em usuárias de contraceptivos orais combinados contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é duas a três vezes maior que em não usuárias de COCs que não estejam grávidas e continua a ser menor do que o risco associado à gravidez e ao parto. O TEV pode provocar risco para a vida da paciente ou pode ser fatal (em 1 a 2% dos casos). O tromboembolismo venoso (TEV) se manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar, e pode ocorrer durante o uso de qualquer COC. Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de trombose em outros vasos sanguíneos como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas em usuárias de COCs. Sintomas de trombose venosa profunda (TVP) podem incluir: inchaço unilateral na perna ou ao longo da veia da perna, dor ou sensibilidade na perna que pode ser sentida apenas quando se está em pé ou andando, calor aumentado na perna afetada; descoloração ou hiperemia da pele da perna. Sintomas de embolia pulmonar (EP) podem incluir: início súbito inexplicável de dispneia ou taquipneia; tosse de início abrupto que pode levar a hemoptise; angina aguda que pode aumentar com a respiração profunda; sensação de ansiedade; tontura severa ou vertigem; batimento cardíaco rápido ou irregular. Alguns destes sintomas (por exemplo: dispneia, tosse) não são específicos e podem ser erroneamente interpretados como eventos mais comuns ou menos graves (por exemplo: infecções do trato respiratório). Um evento tromboembólico arterial pode incluir acidente vascular cerebral, oclusão vascular ou infarto do miocárdio (IM). Sintomas de um acidente vascular cerebral podem incluir: diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma súbita a face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; confusão súbita, dificuldade para falar ou compreender; dificuldade repentina para enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação, cefaleia repentina, intensa ou prolongada, sem causa conhecida, perda de consciência ou desmaio, com ou sem convulsão. Outros sinais de oclusão vascular podem incluir: dor súbita, inchaço e cianose de uma extremidade, abdômen agudo. Sintomas de IM podem incluir: dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou estufamento no peito, braço ou abaixo do esterno; desconforto que se irradia para as costas, mandíbula, garganta, braços, estômago; saciedade, indigestão ou sensação de asfixia; sudorese, náuseas, vômitos ou tontura; fraqueza extrema, ansiedade ou dispneia; batimentos cardíacos rápidos ou irregulares. Eventos tromboembólicos arteriais podem provocar risco para a vida da paciente ou podem ser fatais. O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que possuem uma combinação de fatores de risco ou apresentem um fator de risco individual mais grave. Este risco aumentado pode ser maior que um simples risco cumulativo de fatores. Um COC não deve ser prescrito em caso de uma avaliação risco-benefício negativa (vide “Contraindicações”). O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente vascular cerebral, aumenta com: − Idade; − Obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 kg/m 2); − História familiar positiva (isto é, tromboembolismo venoso ou arterial detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem). Se há suspeita ou conhecimento de predisposição hereditária, a usuária deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer COC; − Imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em casos de cirurgia programada com, pelo menos, 4 semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até duas semanas após a recuperação completa; − Tabagismo (com o consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35 anos); − Dislipoproteinemia;
− Hipertensão; − Enxaqueca; − Valvopatia; − Fibrilação atrial.
Fumar aumenta o risco deste medicamento causar problemas no coração e vasos sanguíneos. Não prescreva este medicamento para mulheres com histórico de tromboembolismo venoso associado à gravidez ou ao uso de estrogênios exógenos, ou mesmo de causa desconhecida.
Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso. Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério (para informações sobre gravidez e lactação vide “Advertências e Precauções” - subitem “Gravidez e Lactação”). Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos adversos circulatórios são: diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme. Um aumento da frequência ou da intensidade de enxaqueca durante o uso de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular cerebral. Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou adquirida para trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA); hiper-homocisteinemia; deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S; anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico). Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol).
- Tumores
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (Papiloma Vírus Humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo a controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos fatores que causam confusão, por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) de câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento desaparece gradualmente nos 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias eventuais de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da paciente. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdômen superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal. Tumores malignos podem provocar risco para a vida da paciente ou podem ser fatais.
- Outras condições
A capacidade de excretar potássio pode estar limitada em pacientes com insuficiência renal. Em um estudo clínico, a ingestão de drospirenona não apresentou efeito sobre a concentração sérica de potássio em pacientes com insuficiência renal leve ou moderada. Pode existir risco teórico de hipercalemia apenas em pacientes com insuficiência renal, cujo nível de potássio sérico antes do início do uso do COC encontre-se no limite superior da janela de referência, e que adicionalmente estejam utilizando medicamentos poupadores de potássio. Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma, podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite durante o uso de COCs. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os
casos de relevância clínica são raros. O efeito antimineralocorticoide da drospirenona pode neutralizar o aumento da pressão arterial induzido pelo etinilestradiol, observado em mulheres normotensas que utilizam outros COCs. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente significativa, durante o uso de COC, é prudente que o médico descontinue o uso do produto e trate a hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva. Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lúpus eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; Coreia de Sydenham; herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose. Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteroides sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs. Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de baixa dose (menor que 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas pacientes estiverem utilizando COCs. O uso de COCs foi associado à doença de Crohn e à colite ulcerativa. Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando COCs. Estudos sugerem um pequeno aumento do risco relativo de desenvolver doenças da vesícula biliar entre usuárias de COCs. Mulheres com histórico de depressão devem ser cuidadosamente obsevadas e o uso de NIKI® Conect (drospirenona + etinilestradiol) deve ser interrompido se a depressão recidivar em um grau sério.
Dados de segurança pré-clínica Em um estudo de 24 meses sobre carcinogenicidade oral em camundongos, que receberam 10 mg/kg/dia de drospirenona isoladamente ou 1 + 0,01, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol, correspondendo a 0,1 a 2 vezes a exposição (AUC de drospirenona) de mulheres que tomam uma dose contraceptiva, houve um aumento de carcinomas na glândula harderiana no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona isoladamente. Em um estudo semelhante em ratos, que receberam 10 mg/kg/dia de drospirenona isoladamente ou 0,3 + 0,003, 3 + 0,03 e 10 + 0,1 mg/kg/dia de drospirenona e etinilestradiol, correspondendo a 0,8 a 10 vezes a exposição de mulheres que tomam uma dose contraceptiva, houve um aumento da incidência de feocromocitomas benignos e totais (benignos e malignos) na glândula adrenal no grupo que recebeu a dose alta de drospirenona. Há amplo consenso científico de que os hormônios esteroides podem estimular o crescimento de certos tecidos e tumores dependentes de hormônios e, por isso, apresentam um risco carcinogênico.
- Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contraindicações (por exemplo: um episódio isquêmico transitório, etc.) ou fatores de risco (por exemplo: história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A frequência e a natureza destas avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidase adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdômen e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
Informe ao paciente que este medicamento não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, recomendando o uso de preservativo sempre que for necessário.
- Redução da eficácia
A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de, por exemplo, esquecimento de tomada dos comprimidos (vide subitem “Conduta nos casos de comprimidos esquecidos” no item “Posologia e Modo de Usar”), distúrbios gastrintestinais (vide subitem “Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais” em “Posologia e Modo de Usar”) ou tratamento concomitante com outros medicamentos (vide “Posologia
e Modo de Usar” e “Interações Medicamentosas”).
- Redução do controle de ciclo
O regime flexível foi desenhado para adiar a menstruação. Em várias mulheres, o adiamento do período menstrual é limitado pela ocorrência de gotejamento ou sangramento de escape. O início deste tipo de sangramento não ocorre em intervalo regular e não pode ser previsto. Somente o sangramento por privação hormonal que ocorre a partir do intervalo de 4 dias de pausa pode ser previsto. O regime flexível de INGRID® Conect permite o planejamento do sangramento por privação durante a fase flexível entre os dias 25 e 120 do ciclo de ingestão. Como ocorre com todos os COCs, pode surgir sangramento irregular (gotejamento ou sangramento de escape), mesmo durante a fase fixa do ciclo de ingestão entre os dias 1 e 24, especialmente nos primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos. Se o sangramento irregular persistir mesmo após a indução do sangramento por privação então devem ser consideradas causas não hormonais e, nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem. É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por privação durante o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no item “Posologia e Modo de Usar”, é improvável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a utilização do COC. O sangramento por privação planejado pode não ocorrer com o uso de INGRID® Conect nos intervalos mensais. Portanto, a ausência do sangramento por privação pode não ser um sinal de gravidez não esperada, pois esta pode ser difícil de ser identificada. Para usuárias de medicamentos teratogênicos este fato é particularmente importante. Embora uma gestação seja pouco provável se INGRID® Conect for tomado conforme orientado, se por qualquer razão, há suspeita de gravidez, um teste de gravidez deve ser realizado.
- Gravidez e Lactação
Gravidez INGRID® Conect é contraindicada durante a gravidez. A possibilidade de gravidez deve ser considerada em qualquer usuária que possa ter apresentado sintoma de gravidez, especialmente se a ingestão não foi seguida corretamente conforme prescrito. Caso a paciente engravide durante o uso de INGRID® Conect, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham utilizado COC antes da gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação. Os dados disponíveis sobre o uso de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido flexível durante a gravidez são muito limitados para extrair conclusões sobre efeitos negativos na gravidez, saúde do feto ou do neonato. Ainda não existem dados epidemiológicos relevantes. Durante a utilização de drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg em regime estendido flexível, normalmente não ocorre o sangramento por privação a cada 4 semanas, mas sim em uma frequência reduzida com intervalos de até 120 dias (dependendo de quando a usuária decidir ter seu intervalo de 4 dias de pausa). Portanto, a ausência de sangramento por privação pode nem sempre ser usada como um sinal de gravidez não esperada, pois esta é difícil de ser identificada. Embora uma gestação seja pouco provável se INGRID® Conect for tomado conforme orientado, se por qualquer razão há suspeita de gravidez em mulheres utilizando INGRID® Conect, um teste de gravidez deve ser realizado.
- Lactação
Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Portanto, em geral, não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido completamente a amamentação do seu filho. Pequenas quantidades dos esteroides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas com o leite materno.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
- Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas
Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não
foram observados efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de COCs.
Atenção: contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido. Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.
Efeitos de outros produtos medicinais sobre INGRID® Conect As interações medicamentosas podem ocorrer com fármacos indutores das enzimas microssomais o que pode resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais e pode produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficáciado contraceptivo oral. A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias do uso do medicamento. A indução enzimática máxima geralmente pode ser observada em poucas semanas. A indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas após descontinuação do medicamento. Usuárias sob tratamento com qualquer uma destas substâncias devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. O método de barreira deve ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. Durante o período de utilização do método de barreira, a ingestão de comprimidos não deve ser interrompida por um período de pausa sem a ingestão de comprimidos.
- Substâncias que aumentam a depuração dos COCs (diminuição da eficácia dos COCs por indução
enzimática), por exemplo: fenitoínas, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também possivelmente com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo Erva-de-São João.
- Substâncias com efeito variável na depuração dos COCs, por exemplo: quando coadministrado com
COCs, muitos inibidores das HIV/HCV proteases e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas de estrogênios e progestógenos. Essas alterações podem ser clinicamente relevantes em alguns casos.
- Substâncias que diminuem a depuração dos COCs (inibidores enzimáticos): inibidores potentes e
moderados do CYP 3A4 como antifúngicos azólicos (como, por exemplo: itraconazol, voriconazol, fluconazol), verapamil, macrolídeos (como, por exemplo: claritromicina, eritromicina), diltiazem e suco de toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações plasmáticas do estrogênio ou progestógeno ou de ambos. Em um estudo de múltipla dose com uma combinação de drospirenona (3mg/dia)/etinilestradiol (0,02 mg/dia), coadministrada com cetoconazol, um potente inibidor do CYP 3A4, por 10 dias, resultou em um aumento da ASC (0 – 24h) de 2,68 vezes (90% IC: 2,44 – 2,95) para drospirenona e 1,40 vezes (90% IC: 1,31 – 1,49) para o etinilestradiol. Doses de 60 a 120 mg/dia de etoricoxibe tem demostrado um aumento na concentração plasmática do etinilestradiol de 1,4 – 1,6 vezes, respectivamente quando tomado concomitantemente com um contraceptivo hormonal combinado contendo 0,035 mg de etinilestradiol.
- Efeitos dos contraceptivos sobre outros produtos medicinais: COCs podem interferir no
metabolismo de outros fármacos e, consequentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem aumentar (por exemplo: ciclosporina) ou diminuir (por exemplo: lamotrigina). A drospirenona, in vitro, é capaz de inibir fraca ou moderadamente enzimas do citocromo P450, CYP1A1, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4. Observou-se em estudos de interações in vivo, em voluntárias que utilizavam omeprazol, sinvastatina ou midazolam como substratos marcadores, que é pouco provável uma interação clinicamente relevante da drospirenona, em doses de3 mg, com o metabolismo de outros fármacos mediados pelo citocromo P450. O etinilestradiol, in vitro, é um inibidor reversível do CYP2C19, CYP1A1 e CYP1A2, bem como um inibidor, baseado no mecanismo, do CYP3A4/5, CYP2C8 e CYP2J2. Em estudos clínicos, a administração de contraceptivos hormonais contendo etinilestradiol não levou a qualquer aumento ou somente um discreto aumento das concentrações plasmáticas dos substratos do CYP3A4 (por exemplo: midazolam) enquanto que as concentrações plasmáticas dos substratos do CYP1A2 podem aumentar discretamente (por exemplo: teofilina) ou moderadamente (por exemplo: melatonina e tizanidina).
- Interações Farmacodinâmicas
A coadministração de medicamentos contendo etinilestradiol com medicamentos antivirais de ação direta
contendo ombitasvir, paritaprevir ou dasabuvir, e combinações desses, tem demonstrado estar associada ao aumento dos níveis de ALT em mais de 20 vezes do limite superior normal em usuárias sadias e usuárias infectadas por HCV (vide “Contraindicações”).
Outras Interações Potássio sérico Existe um potencial teórico para aumento no potássio sérico em usuárias de INGRID® Conect que estejam tomando outros medicamentos que podem aumentar os níveis séricos de potássio. Tais medicamentos incluem antagonistas do receptor de angiotensina II, diuréticos poupadores de potássio e antagonistas da aldosterona. Entretanto, em estudos avaliando a interação da drospirenona (combinada com estradiol) com um inibidor da enzima conversora de angiotensina ou indometacina, nenhuma diferença clínica ou estatisticamente significativa nas concentrações séricas de potássio foi observada.
- Alterações em exames laboratoriais
O uso de esteroides presentes nos contraceptivos pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tireoidiana, adrenal e renal; níveis plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteroides e frações lipídicas/lipoproteicas; parâmetros do metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal. A drospirenona provoca aumento na aldosterona plasmática e na atividade da renina plasmática, induzidos pela sua leve atividade antimineralocorticoide.
- CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Armazenar em temperatura ambiente (de15°C a 30°C). Proteger da luz e umidade. O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
Comprimido revestido cor rosa, circular e biconvexo.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
-
POSOLOGIA E MODO DE USAR
- Como usar INGRID® Conect
Uso oral. Ingerir um comprimido por dia, aproximadamente no mesmo horário, com um pouco de líquido. A ingestão doscomprimidos é contínua pelo menos por 24 dias. Durante o período entre os dias 25 e 120, a usuária pode decidir quando fará a pausa de 4 dias. Esse intervalo de pausa(sem ingestão de comprimidos) não pode ser maior do que 4 dias. O intervalo de pausa de 4 dias deve ser realizado no máximo após 120 dias de ingestão contínua dos comprimidos. Após cada intervalo de 4 dias sem ingestão de comprimidos, inicia-se um novo ciclo de tomada de comprimidos por nomínimo 24 dias até no máximo de 120 dias. Durante o intervalo de 4 dias sem ingestão de comprimidos, geralmente ocorre sangramento e este pode não havercessado antes do início da tomada do próximo comprimido revestido. Caso ocorra gotejamento e/ou sangramento de escape contínuo (três dias consecutivos) durante os dias 25 a 120, é aconselhável fazer o intervalo de 4 dias de pausa (sem a ingestão de comprimidos). Isso reduzirá o número total de dias com sangramento.
- Início do uso de INGRID® Conect
Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior ao uso de INGRID® Conect No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo menstrual natural (1º diade sangramento menstrual).
Mudando de outro contraceptivo oral combinado (COC), anel vaginal ou adesivo transdérmico contraceptivo para INGRID® Conect Se a usuária estiver mudando de um outro COC, deve começar no dia seguinte ao último dia de pausa ou
de tomada de comprimidos inativos (sem hormônio) do COC anterior. Se a usuária estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar após a retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno [minipílula, injeção, implante ou Sistema Intrauterino com liberação de progestógeno (SIU)] A usuária poderá iniciar o COC em qualquer dia no caso da minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção. Em todos estes casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar adicionalmente um método contraceptivo de barreira nos 7 primeiros dias de ingestão.
Após abortamento durante o primeiro trimestre Pode-se iniciar o uso de INGRID® Conect imediatamente. Fazendo isso, não há necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais.
Pós-parto ou abortamento durante o segundo trimestre Para amamentação, vide subitem “Gravidez e Lactação” em “Advertências e Precauções”. As mulheres devem ser orientadas a iniciar o uso no período entre o 21º e o 28º dia do pós-parto ou do abortamento durante o segundo trimestre. Se a paciente começar a usar depois deste período, deve ser aconselhada a utilizar um método contraceptivo de barreira adicionalmente nos primeiros 7 dias de ingestão. No entanto, se já tiver ocorrido relação sexual, deve se excluir a suspeita de gravidez antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação.
- Conduta nos casos de comprimidos esquecidos
Se houver transcorrido menos de 24 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente o comprimido esquecido e continuar a tomada do restante dos comprimidos no horário habitual. Se houver transcorrido mais de 24 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva pode estar reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1) A ingestão dos comprimidos nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias (observar que o intervalo recomendado sem a ingestão de pílulas é de 4 dias); 2) São necessários 7 dias de ingestão contínua dos comprimidos para conseguir supressão adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Assim, as seguintes recomendações podem ser dadas para a prática diária: Se o esquecimento ocorreu entre o 1º e 7º dia, a usuária deve ingerir imediatamente o último comprimido esquecido, assim que se lembrar, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Além disso, deve-se adotar um método contraceptivo de barreira (por exemplo: preservativo) durante os 7 dias subsequentes. Se tiver ocorrido relação sexual nos sete dias anteriores, deve-se considerar a possibilidade de gravidez. Quanto mais comprimidos forem esquecidos e mais perto estiverem do intervalo normal sem tomada de comprimidos (pausa), maior será o risco de gravidez. Se o esquecimento ocorreu entre o 8º e 24º dia, a usuária deve tomar imediatamente o último comprimido esquecido, assim que se lembrar, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2 comprimidos e deve continuar tomando o restante dos comprimidos no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes ao primeiro comprimido esquecido, todos os comprimidos tiverem sido tomados conforme as instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se isto não tiver ocorrido, ou se mais do que um comprimido tiver sido esquecido, deve-se aconselhar a adoçãode precauções adicionais até que a usuária tenha tomado os comprimidos continuamente sem interrupção por, pelo menos, 7 dias. Se o esquecimento ocorreu entre o 25º e 120º dia, o risco de redução da eficácia pode ser iminente pela possibilidade de proximidade do intervalo sem ingestão de comprimidos (pausa). No entanto, ainda se pode evitar a redução da proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão dos comprimidos. Se, nos 7 dias anteriores ao primeiro comprimido esquecido, a ingestão foi feita corretamente, a usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar método contraceptivo adicional. Se não for este o caso, ela deve seguir a primeira opção e usar medida contraceptiva adicional durante os 7 dias seguintes. 1) Tomar o último comprimido esquecido imediatamente, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos. Então a usuária deve continuar com a ingestão dos comprimidos no horário habitual até que pelo menos 7 comprimidos tenham sido tomados sucessivamente sem interrupção. 2) A usuária pode decidir fazer um intervalo de pausa de 4 dias sem ingestão de comprimidos
(incluindo os dias em que esqueceu de tomá-los) a fim de induzir um sangramento por privação e subsequentemente iniciar um novo ciclo de ingestão de comprimidos de INGRID® Conect. Se a usuária se esquecer de tomar o comprimido e subsequentemente não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem ingestão de comprimido (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.
- Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais
No caso de distúrbios gastrintestinais graves, como vômito ou diarreia intensa, a absorção pode não ser completa emedidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas. Se ocorrer vômito dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido, deve-se seguir o mesmo procedimento usado no subitem “Conduta nos casos de comprimidos esquecidos” no item “Posologia e Modo de Usar”. Se a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve tomar o(s) comprimido(s) adicional(is) de outra cartela. No caso de diarreia intensa a usuária deve ser orientada a contatar seu médico para orientações sobre como proceder.
Informações adicionais para populações especiais Crianças e adolescentes: não foram conduzidos estudos clínicos para investigar a eficácia contraceptiva e a segurançado uso de INGRID® Conect em crianças e adolescentes menores de 18 anos. Pacientes idosas: não aplicável. INGRID® Conect não é indicada para uso após a menopausa. Pacientes com insuficiência hepática: INGRID® Conect é contraindicada em mulheres com doença hepática grave. Vide “Contraindicações” e “Características Farmacológicas”. Pacientes com insuficiência renal: INGRID® Conect é contraindicada em mulheres com insuficiência renal grave ou com insuficiência renal aguda. Vide “Características Farmacológicas” e “Contraindicações”. Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
-
REAÇÕES ADVERSAS
Resumo do perfil de segurança As reações adversas relatadas mais frequentemente com INGRID® Conect são náuseas e dor nas mamas, as quais ocorrem emmais de 3% das usuárias, bem como cefaleia que ocorre em cerca de 5% das usuárias. As reações adversas graves são tromboembolismo venoso e arterial, câncer de mama e hiperplasia nodular focal. Resumo tabulado das reações adversas As frequências das reações adversas relatadas nos estudos clínicos A40196 e A48294 com drospirenona + etinilestradiol 3 mg + 0,02 mg com um regime estendido flexível (N = 2.623) estão resumidas na tabela abaixo. As frequências são definidas como comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100) e raras (≥ 1/10.000 a < 1/1.000).
Classificação por sistema corpóreo
Comum Incomum Raras
(MedDRA versão12.1)
Neoplasias benignas, malignas e não Hiperplasia específicas (incluindo cistos e pólipo) nodular focal Humor alterado, depressão, Diminuição da irritabilidade, oscilação de Distúrbios psiquiátricos libido humor, afeta o labirinto, ansiedade Enxaqueca, Distúrbios do sistema nervoso Tontura, enxaqueca sem aura cefaleia Eventos tromboemból Distúrbios vasculares Vermelhidão icosvenosos e arteriais*
Dores no abdômen inferior, distensão abdominal, vômito, dor abdominal, diarreia, dor Distúrbios gastrintestinais Náusea abdominal superior, dispepsia, desconforto abdominal, dor gastrointestinal Distúrbios gerais e condições no Fadiga, dor nas costas, edema local deadministração periférico, mal-estar Colecistite Distúrbios hepatobiliares aguda Candidíase vulvo-vaginal, infecção por fungos, infecção Infecções e infestações micótica vulvo-vaginal, cistite, infecção vaginal
Teste positivo em amostra de Investigações tecido viral - HPV positivo
Aumento de triglicérides no Distúrbios do metabolismo e sangue, aumento do apetite, Aumento de peso nutricionais aumento de colesterol sanguíneo, diminuição de apetite
Distúrbios musculoesqueléticas e dos Espasmos musculares, mialgia tecidos conectivos Dor pélvica, metrorragia, hemorragia vaginal, menorragia, aumento da mama, corrimento Dismenorreia, vaginal, displasia cervical, Distúrbios do mastalgia, dor nas desconforto nas mamas, inchaço Sistema reprodutivo e das mamas mamas das mamas, secura vaginal, massa mamária, hemorragia pós-coito, desconforto vulvo-vaginal, galactorreia Distúrbios dos tecidos cutâneos e Acne Alopecia, cloasma, urticária subcutâneos As reações adversas provenientes de estudos clínicos foram descritas utilizando termo MedDRA. Diferentes termos MedDRA que representem o mesmo fenômeno foram agrupados como uma única reação adversa para evitar diluir ou ocultar o verdadeiro efeito. *- Frequência estimada, a partir de estudos epidemiológicos envolvendo um grupo de usuárias de contraceptivo oral combinado. A frequência foi limítrofe a muito rara.
- “Eventos tromboembólicos arteriais e venosos” resumem as seguintes entidades médicas: oclusão
venosa periférica profunda, trombose e embolia pulmonar vascular oclusiva, trombose, embolia e infarto do miocárdio, infarto cerebral e acidente vascular cerebral não especificado como hemorrágico. Para os eventos tromboembólicos arteriais e venosos, câncer de mama, hiperplasia nodular focal (tumores de fígado benigno) e enxaqueca veja itens “4. Contraindicações” e “5. Advertências e Precauções”.
- Descrição das reações adversas selecionadas
As reações adversas com baixa frequência ou com início tardio dos sintomas relatadas no grupo de usuárias de contraceptivo oral combinado estão listadas abaixo, vide também “4. Contraindicações” e “5. Advertências e Precauções”.
Tumores − A frequência de diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em usuárias de CO. Como o câncer de mama é raro em mulheres abaixo de 40 anos, o aumento do risco é pequeno em relação ao risco geral de câncer de mama. A causalidade com uso de COC é desconhecida. − Tumores no fígado (benignos e malignos).
Outras condições** − Eritema nodoso, eritema multiforme; − Mulheres com hipertrigliceridemia (aumento do risco de pancreatite em usuárias de COCs); − Hipertensão; − Ocorrência ou piora de condições para as quais a associação com o uso de COC não é conclusiva: icterícia e/ou prurido relacionado à colestase; formação de cálculos biliares, porfiria, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica, Coreia de Sydenham, herpes gestacional, otosclerose – relacionada à perda de audição; − Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar sintomas de angioedema; − Distúrbios das funções hepáticas; − Alterações na tolerância à glicose ou efeitos sobre a resistência periférica à insulina; − Doença de Crohn, colite ulcerativa; − Cloasma; − Hipersensibilidade (incluindo sintomas como rash, urticária). **Considerando que as reações adversas descritas neste subitem são derivadas de relatos espontâneos de pós-comercialização, não é possível calcular a frequência das reações, uma vez que estas são relatadas voluntariamente a partir de uma população de tamanho desconhecido.
Interações Sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral podem ser resultado de interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos (indutores enzimáticos), vide “Interações Medicamentosas”.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
- SUPERDOSE
Não existe ainda experiência clínica de superdose com INGRID® Conect. Baseando-se na experiência geral com contraceptivos orais combinados, os sintomas que podem ocorrer nestes casos são: náuseas, vômitos e sangramento por privação. Este último pode ocorrer em meninas antes mesmo da menarca, caso elas ingiram acidentalmente o produto. Não existe antídoto e o tratamento deve ser sintomático. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III - DIZERES LEGAIS
Registro:1.0235.1109
Registrado por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP - CEP: 13186-901
CNPJ: 57.507.378/0003-65
Indústria brasileira
Produzido por: EMS S/A Lot. Polo de Desenvolvimento Juscelino Kubitschek, S/N Trecho 05, Conj. 06, Lote 06 07 08 e 09
CEP: 72549-550
Bairro Santa Maria Brasília/DF
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
SAC- 0800 019 19 14
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 11/03/2026.
bula-prof-240049-EMS-v3
Histórico de alteração para a bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do Nº. Data do Nº. Data de Versões
Assunto Assunto Itens de bula Apresentações relacionadas
expediente expediente expediente expediente aprovação (VP/VPS)
(10450) – 10507 - Comprimido revestido de 3 mg
SIMILAR – SIMILAR - de drospirenona + 0,02 mg de
Notificação de Modificação etinilestradiol. Embalagem
28/09/2021 3832302/21-2 26/02/2020 0581065/20-5 05/07/2021 APRESENTAÇÕES VP/VPS
alteração de Pós- contendo 1, 2, 3 ou 4 cartelas
texto de bula – Registro - com 30 unidades.
RDC60/12 CLONE
(10450) – SIMILAR – Comprimido revestido de 3 mg Notificação de + 0,02 mg. Embalagem
31/08/2023 0929544/23-4 - - - - Padronizações internas VP/VPS
alteração de contendo 1, 2, 3 ou 4 cartelas texto de bula – com 30 unidades. RDC60/12
- QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE
(10450) – MEDICAMENTO?
SIMILAR – 4. O QUE DEVO SABER Comprimido revestido de 3 mg
Notificação de ANTES DE USAR ESTE + 0,02 mg. Embalagem
26/12/2024 1761169/24-6 - - - - VP/VPS
alteração de MEDICAMENTO? contendo 1, 2, 3 ou 4 cartelas
texto de bula – com 30 unidades.
RDC60/12 4. CONTRAINDICAÇÕES
- ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
(10450) – 3. Quando não devo usar este VP
SIMILAR medicamento? Comprimido revestido de 3
– 4. O que devo saber antes de mg + 0,02 mg. Embalagem
02/03/2026 0203575/26-1 Notificação de - - - - usar este medicamento? contendo 1, 2,
alteração de 3 ou 4 cartelas com 30
texto de bula – 4. Contraindicações unidades.
RDC60/12 5. Advertências e Precauções VPS
- PARA QUE ESTE
MEDICAMENTO É
INDICADO?
- COMO ESTE
MEDICAMENTO
FUNCIONO?
- QUANDO NÃO DEVO
(10450) –
USAR ESTE
SIMILAR Comprimido revestido de 3 MEDICAMENTO? – mg de drospirenona + 0,02 mg
- O QUE DEVO SABER
Notificação de etinilestradiol. Embalagem
ANTES DE USAR ESTE
-
-
de - - - - VP / VPS contendo 24 comprimidos
-
MEDICAMENTO? alteração revestidos ativos e 4
DIZERES LEGAIS
de texto de comprimidos revestidos bula – inativos.
- CARACTERÍSTICAS
RDC60/12
FARMACOLÓGICAS
-
CONTRAINDICAÇÕES
-
ADIVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
- INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
DIZERES LEGAIS
Transcrição automática da bula oficial registrada na ANVISA, processada em 28 de mai. de 2026. Conteúdo informativo: em caso de divergência, vale o PDF oficial. Este material não substitui orientação médica ou farmacêutica. Bula de referência: INGRID®.